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03/09/2020 - 13:44 - Atualizado em 10/09/2020 - 10:17
Estudo analisa impactos da abertura do comércio em Uberlândia durante a pandemia
Dados coletados por pesquisadores da UFU indicam influência da flexibilização sobre os indicadores da Covid-19
por Autor: 
Julia Alvarenga
Por: 
Julia Alvarenga

Estudo foi realizado a partir de três decretos do Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19. (Foto: Marco Cavalcanti)

Pesquisadores da Faculdade de Medicina (Famed) e do Instituto de Geografia (IG) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) analisaram o impacto da abertura das atividades comerciais em Uberlândia em diferentes momentos da pandemia, influência importante para o aumento dos números de óbitos e de testes positivos na cidade.

Frente à discussão sobre estabelecer uma maior flexibilidade nas medidas de isolamento social em Uberlândia, o objetivo da pesquisa foi analisar os dados epidemiológicos da Covid-19 na cidade — a segunda mais populosa de Minas Gerais —, comparando-os com as determinações municipais de abertura e fechamento comercial durante a pandemia. Os pesquisadores utilizaram dados disponibilizados diariamente pela Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia, por meio do Boletim Municipal de Informações.

O estudo foi realizado a partir de três decretos de 2020 do Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19 da Prefeitura Municipal de Uberlândia, deliberados em 15 de abril, determinando reabertura das atividades comerciais, 22 de maio, sobre abertura de centros de lazer e formação de condutores e, por fim, 19 de junho, o qual determinou um novo fechamento. Porém, em 17 de julho, foi estabelecida uma nova abertura comercial, que se estende até o fim do período estudado — de 21 de março a 7 de agosto de 2020.

 

 

De acordo com a pesquisa, 59.994 exames foram feitos, 14.389 deles sendo positivos (23,98%) e 45.605 negativos (76,02%), com 265 mortes e uma taxa de mortalidade de 1,89%. A tendência foi de crescimento dos casos confirmados após a inauguração comercial e, com o fechamento do comércio, de estabilização, levando em consideração o monitoramento da média móvel 14 dias após os decretos municipais.

“Entender sobre a epidemiologia da Covid-19 nos ajuda a propor estratégias de prevenção e controle mais eficientes para o enfrentamento da doença”, afirma o professor Stefan Vilges de Oliveira. Integrante da equipe de pesquisadores, o docente trabalha na área de epidemiologia, especialmente com doenças emergentes e zoonoses (aquelas que têm relação com os animais), caso do coronavírus.

O estudo epidemiológico foi publicado em forma de preprint na PLATAFORMA SCIELO, no último dia 26 de agosto. “Nós observamos grandes investimentos no aumento da capacidade de suporte hospitalar; no entanto, esquecemos que precisamos pensar em estratégias para reduzir essas internações, o que é possível por meio da vigilância epidemiológica constante do coronavírus”, alerta Oliveira.

Também fizeram parte da equipe Maria Fernanda Prado Rosa e William Nicoleti Turazza da Silva, ambos da Famed, e Wellington Roberto Gomes de Carvalho, do Instituto de Geografia.

 

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