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24/02/2014 - 10:08 - Atualizado em 12/05/2014 - 23:24
Instalado o Comitê Gestor para criação da Redecomep em Uberlândia
Com financiamento do MCTI/FINEP rede de alta velocidade vai unir instituições do Triângulo Mineiro
por Autor: 
Fabiano de Moura Goulart

Aconteceu na manhã desta quinta-feira (20), na Reitoria da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), uma reunião entre gestores da Universidade, representantes da área de Tecnologia da Prefeitura Municipal de Uberlândia e representantes da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) - vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). O objetivo da reunião foi dar início ao processo de implantação em Uberlândia do projeto Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa, a Redecomep.

Surgida de uma iniciativa do MCT, a Redecomep visa implementar redes de alta velocidade nas 26 regiões metropolitanas do país servidas pelos Pontos de Presença da RNP, o que significa cobrir todo o território nacional com rede de alta velocidade de transmissão de dados com possibilidade de ampliação virtualmente sem limites e melhor qualidade em relação aos serviços atualmente existentes no setor.

O vice-reitor da UFU, Eduardo Nunes Guimarães, que presidiu a reunião do Comitê, afirmou que "estamos investindo em uma tecnologia de comunicação de alta velocidade que vai colocar não só a universidade, mas parceiros institucionais como o Instituto Federal de Educação e Tecnologia do Triângulo Mineiro, EMBRAPA, EPAMIG, Prefeitura de Uberlândia, dentre outros, conectados entre si e com o mundo em alta velocidade".

Guimarães disse ainda que as possibilidades que vão advir deste processo vão depender dos investimentos futuros em equipamentos de infraestrutura. "Hoje trabalhamos com a velocidade de 1 GB e poderemos rapidamente aumentar 10, 40, 100 GB de velocidade, o que vai nos permitir desenvolver novos  projetos de pesquisa e de interação virtual colocando a UFU em pé de igualdade com as grandes instituições de pesquisa do mundo", completou o vice-reitor.

 

O investimento

Com financiamento do MCT, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), a execução do projeto ficará a cargo da Organização Social RNP (RNP-OS) e incluirá a implantação, em conjunto com as instituições de pesquisa e educação superior, de infraestrutura de fibras óticas (próprias ou por meio de cessão de direitos), equipamentos para a rede lógica e a formação de consórcios entre as instituições participantes de forma a assegurar sua autossustentação.

 

Ganhos reais

Além de ser um meio físico pouco sujeito a problemas de funcionamento, a capacidade de transmissão é praticamente ilimitada, podendo ultrapassar, segundo a RNP, 1Gbps utilizando equipamentos relativamente baratos para acesso ao cabo ótico. Outra vantagem é a longa vida útil da fibra, prevista para exceder 20 anos.

            Entretanto, segundo Pedro Frosi Rosa, Diretor do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) da UFU "o grande ganho, é a conectividade ou o networking. Quando você interliga uma comunidade passa-se a ter o que chamamos de smart city, que é a integração de todos os órgãos e entidades civis e governamentais da região trabalhando cooperativamente, de forma inteligente, otimizando desempenho em economia, mobilidade, governança, ambiente, vida e pessoas".

"Outro grande ganho de uma rede metropolitana como será esta, é o de economia de escala. Se a rede contratar, por exemplo, um link de 10GB para conectar-se à Belo Horizonte e der acesso a dez instituições, dentre seus integrantes, a esta mesma velocidade de conexão, fica muito mais barato do que se cada um contratasse, isoladamente, um link de 1GB para ligar-se à capital do Estado. Ou seja, esta rede metropolitana conecta as instituições locais entre si, contrata uma única saída com um link de 10GB para Belo Horizonte e disponibiliza esta conexão aos parceiros. Isto é mais barato que cada instituição contratar dez links de 1GB, isoladamente e promove dez vezes mais velocidade para os usuários interligados", complementa Frosi.

 

As ações de implantação

Sobre a implantação da rede, Pedro Frosi disse que "o primeiro passo é fazermos uma marcação dos principais pontos que nos interessam e que queremos que estejam nesta rede, como campus Santa Mônica, campus do Glória, Educação Física e Umuarama da UFU, os campus de outras universidades, Prefeitura, dentre outros, que estejam dentro do perímetro da rede. O segundo ponto é contatar as engenharias da Prefeitura Municipal e das operadoras de telefonia na região para verificarmos como está a infraestrutura de fibras na área de constituição da rede. A partir daí decidiremos se vamos passar nossa própria estrutura de fibras, se contrataremos fibras instaladas de terceiros ou ainda se faremos troca de fibras e serviços com as operadoras, para a montagem da rede, complementa o diretor do CTI/UFU.

 

A manutenção da Redecomep

Após a implantação de cada rede metropolitana, a gestão da sua operação, seu custeio e sua sustentabilidade ficarão a cargo das instituições usuárias. Outro objetivo do projeto é estimular a formação de consórcios, de modo a assegurar a sua autossustentação. Presente na reunião do Comitê, o assessor de Ciência e Tecnologia da Secretaria Municipal de Gestão Estratégica, Ciência e Tecnologia de Uberlândia, Gilberto Sampaio da Fonseca, afirmou que "a Prefeitura Municipal tem todo o interesse em apoiar e trabalhar pela constituição e pelo sucesso desta rede que vai proporcionar uma maior velocidade de comunicação entre as instituições de ensino e pesquisa, entre as diferentes unidades da Prefeitura, o que inclui a área de saúde e as escolas, dentre outras, e permitirá à Prefeitura prestar melhores serviços aos cidadãos".

            Além das ações técnicas para a instalação da Redecomep, programas específicos para treinamento e capacitação na operação das redes óticas também estão sendo planejados a fim de preparar o pessoal técnico das instituições de pesquisa e educação da RNP para o gerenciamento e operação da nova infraestrutura.

 

Expansão

Sobre a expansão da rede, Guimarães, disse que "os campi fora da sede da UFU serão atendidos pelo projeto Veredas Novas, para o qual já estramos em licitação. Com este projeto vamos conectar Ituiutaba, Patos de Minas, Monte Carmelo e, posteriormente, poderemos conectar todos os municípios da região, a partir dos interesses dos órgãos de Estado e de instituições que queiram participar deste processo”.

 

O cronograma

 Em relação ao cronograma Eduardo Guimarães disse que a Universidade está empenhada e consolidar o mais rapidamente possível a Recomep. “Estamos planejando ter o desenho deste investimento ainda neste primeiro semestre de 2014. Na visão mais otimista este ano é o ano para iniciarmos e colocarmos em funcionamento este projeto", afirmou o vice-reitor da UFU.

 

VIDEOCONFERÊNCIA

Esta primeira reunião do Comitê Gestor da Redecomep foi realizada por meio de uma videoconferência que possibilitou a comunicação entre a equipe de gestores da UFU, representantes da Prefeitura Municipal de Uberlândia, da Faculdade de Direito da UFU (FADIR), reunidos no Gabinete da Reitoria, em Uberlândia, e técnicos da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), na sede do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em Brasília. O projeto, anunciado pelo reitor Elmiro Resende, ainda em 2013, teve sua primeira fase concluída na UFU.

Segundo o assessor da reitoria e analista TI, Alexandre Echeverria, o objetivo deste projeto, é interligar a sede da UFU, em Uberlândia, aos campi avançados. "Além de Ituiutaba, que já recebeu os equipamentos, Patos de Minas e Monte Carmelo estão em fase de implantação do sistema.  Outros 14 conjuntos de câmeras de alta definição já foram instalados em diferentes setores da Universidade". Possibilitar a diminuição de custos de deslocamentos, economia na tomada de decisões colegiadas entre gestores dos diferentes campi e possibilitar defesas de teses, dissertações e TCCs em sistema de co-orientação são alguns dos ganhos advindos da implantação da novas salas de videoconferência. As salas poderão ser usadas pela comunidade, a exemplo daquelas já instaladas nas unidades das bibliotecas dos campi Santa Mônica e Umuarama, cuja política de uso, ainda em discussão, será definida e divulgada pela direção do Sistema de Bibliotecas da UFU (SISBI). Nesta sexta-feira (21) acontece na sala instalada na unidade do Santa Mônica uma defesa de tese, na área de psicologia, em conjunto com instituição de pesquisa do Canadá. Mais informações sobre este tema serão disponibilizadas na próxima edição do Jornal da UFU.

 

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