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20/04/2017 - 16:26 - Atualizado em 26/04/2017 - 14:09
Estudos da UFU sobre usinagem são reconhecidos pelo CNPq por alta produtividade
Entre as pesquisas coordenadas por Álisson Machado, há projetos que podem ser aproveitados na fabricação de motores de automóveis
por Autor: 
Victor Fernandes (Estagiário de Graduação)
Material fabricado por meio da usinagem é submetido a um desgaste mecânico por meio de uma ferramenta de corte para se transformar em uma peça (Foto: Arquivo dos pesquisadores)
 
Tudo começou em Cordisbugo, a 100 km de Belo Horizonte (MG). Lá nasceu Álisson Rocha Machado, professor aposentado da Faculdade de Engenharia Mecânica (Femec/UFU) e bolsista de produtividade nível 1A pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). À UFU ele chegou em 1984.
 
Graduou-se em Engenharia Mecânica pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG) em 1979 e obteve o título de mestre pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 1982. O doutorado e o pós-doutorado vieram um pouco mais tarde, em 1990, ambos pela University of Warwick, na Inglaterra.
 
Duas certezas o professor Machado tem nessa vida: bom mineiro que é, escolheu o Cruzeiro como seu time, e a usinagem como sua paixão. “Foi por isso que eu fui para a UFSC. Era uma das únicas universidades do país que tinha pós-graduação em usinagem”, recorda.
 
Professor Álisson Machado é pós-doutor pela University of Warwick, na Inglaterra (Foto: Arquivo pessoal)
 
A usinagem é um dos processos de fabricação estudados na Engenharia Mecânica. Um material fabricado por meio da usinagem é, basicamente, um material submetido a um desgaste mecânico por meio de uma ferramenta de corte para se transformar em uma peça, ou seja, para adquirir sua forma final. Um simples furo, feito com uma furadeira, por exemplo, é um processo de usinagem. Para se ter uma ideia da importância desse campo, a maior parte dos componentes utilizados na indústria aeroespacial é fabricada por meio da usinagem. Além disso, pinos odontológicos, lentes para óculos e de contato também se utilizam do processo.
 
“Esse bloco (1O) onde funciona o Lepu [Laboratório de Ensino e Pesquisa em Usinagem] era um galpão", relembra Machado, sobre a época em que chegou ao Campus Santa Mônica. "A UFU, infelizmente, conseguiu comprar apenas uma máquina, que está aí até hoje, mas já não é tão utilizada. O restante desses equipamentos foram os professores da Mecânica que conseguiram, principalmente por meio de projeto de pesquisa”, conta.
 
E de pesquisa o professor entende. É uma lista interminável de projetos, dissertações de mestrado, teses de doutorado, resumos, artigos... Às vésperas de mais uma banca de orientanda, ressalta: “nessa pesquisa nós conseguimos uma parceria com uma empresa, para estudar a proliferação de bactérias em tanques de fluidos utilizados para resfriamento no processo de usinagem e como elas prejudicam esse trabalho”.
 
Grupo de pesquisadores do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Usinagem (Lepu) (Foto: Arquivo dos pesquisadores)
 
Nas máquinas do laboratório, o barulho incessante das máquinas reverbera a especialidade de Machado. Outro aluno de mestrado desenvolve uma pesquisa para determinar as características de usinabilidade de alguns materiais. “É uma pesquisa que posteriormente pode ser aproveitada no planejamento e fabricação de motores de automóveis, por exemplo”. 
 
Enquanto caminha pelo laboratório, mostrando máquinas, ferramentas e comentando sobre os processos – com a difícil missão de ensinar em alguns minutos o que levou anos para aprender – o professor deixa escapar uma confissão: “nada disso aqui existiria sem os alunos. Nada faria sentido. O meu doutorado no exterior, por exemplo, eu consegui porque a UFU iniciou a pós-graduação em Engenharia Mecânica pouco após a minha chegada. Isso, com certeza, me fez pesquisar mais, enfrentar novos desafios. Nós devemos muito a esses alunos também”, afirma Machado.
 
Sobre ser um dos seis bolsistas do CNPq com nível 1A da UFU, ele é modesto. “Para mim, não tem muita importância. Isso é mais resultado do trabalho que nós desenvolvemos aqui na UFU. Nunca foi um objetivo, mas confesso que as pessoas reconhecem esse fato nos lugares que visito”. E faz uma reflexão sobre a pesquisa na universidade e no Brasil: “nós temos potencial para fazer pesquisas excelentes, em todas as áreas. A UFU precisa mostrar isso, explorar mais esse campo e crescer como um todo”. 
 
 
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