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22/11/2017 - 13:36 - Atualizado em 22/11/2017 - 16:43
Ligas Universitárias promovem empreendedorismo na universidade
Iniciativa dos alunos tem mostrado outras possibilidades para atuação no mercado de trabalho
por Autor: 
Natália Spolaor

Membros da Ligare têm reuniões com mentores em empresas privadas (Foto: Arquivo pessoal)

Uma das preocupações dos estudantes universitários é sobre como conseguir entrar no mercado de trabalho após ter concluído a graduação. Por isso, com a proposta de promover a área do empreendedorismo e apontar possíveis campos de atuação para o aluno, surgiram as ligas universitárias. Nessas ligas, por meio de atividades desenvolvidas na universidade e contatos com empresas, os discentes têm agregado outros conhecimentos à sua trajetória acadêmica.

Na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), alunos de diferentes áreas tiveram a iniciativa de criar ligas universitárias. Algumas das ligas existentes são a ID League - Information & Decision League, Ligare - Liga de Direito dos Negócios de Uberlândia e a Liga de Mercado Financeiro (LMF).

Inspiradas em modelos americanos, esses projetos são especializados em desenvolver práticas direcionadas para o mercado de trabalho, sendo específicas para uma determinada área de atuação. O estudante David Soares, coordenador geral da ID League, conta que a ideia surgiu em abril de 2016, com o objetivo de conectar os conhecimentos adquiridos no curso ao mercado. “A nossa intenção foi criar uma organização estudantil que fizesse um link com o mercado de trabalho, que fosse para fora dos muros da universidade”, relata.

As ligas universitárias são diferentes das ligas acadêmicas. Enquanto a universitária visa à conexão com o mercado de trabalho, a acadêmica - mais comum nas áreas biológicas - está voltada para o exercício da prática dos conhecimentos adquiridos dentro da própria universidade. 

Para realizar a conexão entre a universidade e o mercado de trabalho, são realizadas palestras abertas ao público, cursos, treinamentos, grupos de estudos, simulações, resoluções de casos, competições, eventos de networking e programas de mentoring. Como explica o discente Vitor Costa, coordenador de Projetos e Processos da ID League, as palestras são pensadas de acordo com os assuntos da atualidade e pautados pela mídia. “A gente tenta buscar aquilo que as pessoas estão mais interessadas, além de mostrar em quais áreas os alunos podem atuar. Queremos fazer uma palestra no próximo semestre sobre bitcoin, que é algo que está em alta”, diz.

Cada liga tem uma diretoria que identifica no mercado empresas que tenham envolvimento com as áreas de atuação e, na sequência, buscam firmar parcerias com as organizações e com mentores. Na Ligare, os alunos trabalham com três mentores físicos: um professor da UFU, o vice-presidente de talentos humanos de uma empresa da cidade e um advogado da região.  A liga surgiu por conta da necessidade de se conhecer as possibilidades de mercado. “A gente percebeu um déficit no direito privado, por isso, resolvemos fundar a liga e procurar conhecimento lá fora, com advogados e empresários”, explica o estudante Gabriel Borges, diretor de Desenvolvimento Interno e Vice Presidente da Ligare.

Quando entrou na graduação em 2011, Borges perguntava aos seus colegas em que eles trabalhariam quando formados. A maioria respondia que desejava atuar como juiz, promotor ou delegado. Depois da proposta trazida pela liga, ele acredita que as opiniões mudaram um pouco. “Hoje, a gente pergunta para uma pessoa que está no meio do curso e ele fala: ‘quero ser advogado, quero abrir uma empresa’, e isso não tinha antes. A gente trouxe para dentro da universidade o interesse que antes não existia e eu vejo isso como algo que agregou aos alunos e ao curso”, diz.

Além disso, Victor Costa diz que as parcerias com empresas possibilitaram o treinamento de futuros possíveis contratados. “É uma via de dois sentidos, nós em conjunto com essas empresas e empreendedores, sendo vantagem para os dois. Então, é bom para o empreendedor, porque ele ajuda a preparar alunos que podem se tornar seus profissionais”, considera.

Para 2018, as três ligas estão com uma proposta de integração, o programa Start UFU – Empreender para transformar, que visa capacitar os estudantes da universidade nos fundamentos de gestão, negócios, inovação e empreendedorismo, para que assim seja possível que desenvolver suas startups e contribuir para o desenvolvimento regional e nacional.

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