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10/04/2018 - 12:31 - Atualizado em 13/04/2018 - 12:13
Crises psicológicas afetam universitários
Principais queixas são problemas como depressão e ansiedade
por Autor: 
Giovanna Tedeschi

Desde o início do semestre, mais de 50 alunos procuraram a Divisão de Saúde apenas no Campus Santa Mônica (Foto: Milton Santos)

O Jornal da UFU da última sexta-feira (6) teve como tema a saúde mental dos estudantes da universidade. As convidadas para o debate foram a enfermeira Fabíola Alves, coordenadora da Divisão de Saúde da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Disau/Proae), e a psicóloga Valéria Paiva, também da equipe Disau.

De acordo com dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), 30% dos alunos consultados em pesquisa procuraram auxílio psicológico entre 2014 e 2015, e cerca de 10% utilizaram medicamentos psiquiátricos. Segundo estudantes entrevistados na UFU, grande causa dos problemas é o acúmulo de tarefas da faculdade combinado com a pressão da família.

A psiquiatra Salma Abdulmassih explica que as crises psicológicas têm relação também com grandes mudanças. “No caso do universitário, se trata muito do ingresso. Você tem recursos financeiros para se manter nesses estudos? Você está na mesma área em que suas relações sociais se desenvolvem? Seu relacionamento familiar é viável? Não é a crise da entrada, é a crise do desenvolvimento da graduação”, afirma. Abdulmassih diz também que sinais dados pelo corpo, como alterações no sono, na frequência de alimentação, nas excreções urinárias ou intestinais, na postura e na concentração podem ser maneiras de identificar as crises.

Na UFU, tem aumentado a procura por atendimento psicológico. Desde que o semestre começou, em 12 de março, mais de 50 alunos procuraram a Disau, apenas no Campus Santa Mônica. De acordo com a psicóloga Valéria Paiva, a entrada na universidade é o momento em que o aluno passa por uma adaptação e isso pode desencadear doenças como a depressão. “Se ele tem uma baixa resiliência, uma pouca tolerância à frustração, não tem grupos de apoio, a tendência de desenvolver uma depressão é muito grande. Por isso, nós precisamos ajudá-lo a encontrar recursos de superação e a fazer esse processo de autoconhecimento”, diz.

Com a ampliação do modo de ingresso na universidade, em processos como o do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), os estudantes vêm de diferentes regiões do país, causando, muitas vezes, um choque cultural. “O desamparo social e familiar é muito grande, e o aluno tem também dificuldade de interagir com o grupo social porque não consegue se identificar culturalmente”, explica a coordenadora da Disau, Fabíola Alves. Ela afirma que os estudantes saem de um modelo com muito acolhimento, no ensino básico, e chegam à universidade, onde têm muita autonomia, pouco preparados. Por isso tanta dificuldade na adaptação.

Outro problema que pode gerar crises psicológicas é a expectativa para a entrada no mercado de trabalho. “É bom que a gente possa desenvolver mais a cooperação entre os alunos e menos a competição, porque isso também gera ansiedade, gera depressão. Nós precisamos de uma sociedade mais equilibrada, mais justa, mais harmônica, onde cada um possa desenvolver o melhor de si e oferecer isso para a sociedade”, afirma Paiva.

 

A coordenadora da Disau, Fabíola Alves, e a psicóloga Valéria Paiva debateram a saúde mental dos estudantes com o jornalista Orlei Morei Moreira no Jornal da UFU. Assista:

 

Soluções

Um dos caminhos para diminuir a incidência destes problemas pode ser as mudanças no currículo e nas cargas horárias dos cursos. “A Proae está procurando discutir com o corpo docente para mostrar essa situação, para o aluno ter momentos em que possa se voltar para si e começar a se conhecer melhor. A gente vai para o Conselho de Graduação para mostrar essa real situação e procurar medidas alternativas”, conta Alves.

A coordenadora explica que o maior trabalho da Disau é com a prevenção. “Na Divisão de Saúde, a gente tem hoje o momento que chamamos de orientação, que tem o objetivo de ouvir o aluno e ver para onde ele precisa ser encaminhado: se para um acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, ou se ele precisa de uma orientação pedagógica. Temos também o chamado acolhimento, que é composto por uma média de até quatro encontros, onde o aluno pode falar o que está sentindo para o auxiliarmos na adequação à vida acadêmica”, afirma.

 

Serviço

Para ter acesso à orientação psicológica, é preciso comparecer, no caso dos campi de Uberlândia, ao Bloco 3E do Campus Santa Mônica, sala 125, às quartas-feiras, das 7h30 às 10h30 ou das 13h às 16h. São seis vagas disponíveis e distribuídas por ordem de chegada, sendo três de manhã e três à tarde. Para mais informações, há o e-mail disau@proae.ufu.br e o telefone (34) 3230-9558.

No Campus Pontal, o atendimento é realizado no Bloco C, sala 10. O telefone para contato é (34) 3271-5205 e o e-mail, polyana.matumoto@ufu.br. No Campus Patos de Minas, é necessário comparecer ao Palácio dos Cristais, situado na Avenida Getúlio Vargas, nº 230 (Centro). O e-mail para contatos é psicologiaufupatos@gmail.com. Já no Campus Monte Carmelo, o atendimento ocorre no Bloco 1A,  Sala 102. O telefone para contato é (34) 3810-1016, e o e-mail, valeriacasasanta@ufu.br.

Para entrar em contato com a Proae, especificamente na área dos atendimentos psicológicos, acesse o site.

Av. João Naves de Ávila, 2121 - Campus Santa Mônica - Uberlândia - MG - CEP 38400-902

+55 34 3239-4411 | +55 34 3218-2111

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