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26/04/2018 - 09:48 - Atualizado em 10/05/2018 - 13:20
Encontro mostra que divulgar ciência é necessidade
No I Comunica Ciência, UFU anuncia criação de Divisão de Divulgação Científica
por Autor: 
Marco Cavalcanti

 

O objetivo do evento foi refletir sobre o tema “Caminhos para divulgação e jornalismo científico

 

A Universidade Federal de Uberlândia realizou, nesta quarta-feira, 25/4, no Campus Santa Mônica, o “I Comunica Ciência - Encontro Mineiro de Pesquisadores e Jornalistas”. O objetivo do evento foi refletir sobre o tema “Caminhos para divulgação e jornalismo científico”.

Na abertura, a diretora de Comunicação Social da UFU, Renata Neiva, destacou a capacidade dos cientistas de “reacender a chama da curiosidade”, natural das crianças, e a relação entre jornalistas e pesquisadores.

“O nosso diálogo, muitas vezes, enfrenta dificuldades. Nós temos um modo de produção com diferentes ‘timing’ e linguagens específicas. Mas trago uma certeza: é preciso criarmos pontes e levar a ciência onde for possível”, observou.

A jornalista Diélen Borges, coordenadora de jornalismo da UFU, anunciou a criação da Divisão de Divulgação Científica dentro da Diretoria de Comunicação Social (Dirco) - o que  representa a institucionalização da divulgação científica na universidade.

A coordenadora apresentou a Rede Mineira de Comunicação Científica, formada por representantes de universidades, de centros de pesquisa e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Criada em 2014, a rede trabalha na união de esforços para tornar a ciência mais interessante para a população, incentivando, por exemplo, eventos, como o Comunica Ciência. “Certamente nós precisaremos dar continuidade a esse debate para nortear as ações de divulgação científica na UFU e junto à sociedade, especialmente da nossa região”, afirmou a jornalista.

O presidente da Fapemig, Evaldo Vilela, abordou a relação entre divulgação científica, financiamento de pesquisas e desenvolvimento econômico. Conforme avalia, o mundo não está mais na era industrial, mas sim na era digital e da biotecnologia, mas o paradigma no Brasil não mudou.

“O novo conhecimento impacta a economia, a geração de emprego, a renda”, disse. Vilela apontou a China como exemplo a ser seguido. De acordo com ele, o país comunista casou ciência com economia.

“A gente precisa convencer a sociedade que somos relevantes e que merecemos receber dinheiro para fazer a pesquisa”, observou. A situação de competir por recursos é, segundo ele, dramática. Ele advertiu que, sem dar satisfação ao público, a ciência perde a relevância.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFU, Carlos Henrique de Carvalho, afirmou que é necessário ampliar o canal de comunicação entre pesquisadores e comunicadores, mas, principalmente, com a sociedade. “O momento é propício, porque o momento é de crise”, acrescentou.

 

Simone Bortoliero ministrou a conferência “Comunicação, Educação e Ciência: novos desafios para o século XXI (foto: Milton Santos)

Conferência

A professora de Comunicação Social da Universidade Federal da Bahia, Simone Bortoliero ministrou a conferência “Comunicação, Educação e Ciência: novos desafios para o século XXI”.

Entre os diversos aspectos abordados na apresentação, Bortoliero disse que é necessário que, tanto pesquisadores quanto os profissionais da comunicação, façam uma reflexão sobre a diferença entre produzir um material “para” alguém, no campo da divulgação científica, e produzir “com” a sociedade.

Segundo a docente, a formação científica no país está baseada numa ciência eurocêntrica, branca e masculina, que moldou todo o sistema de educação científica do povo brasileiro nas últimas décadas. E questiona: “Quem é que fala com a população brasileira? Quem trabalha com a divulgação científica de longo alcance?”.

De acordo com a conferencista, a ciência faz parte de um processo cultural e, por isso, é necessário um olhar sobre as populações de forma diferenciada. “Não dá para a gente fazer um vídeo ou lançar um manual, nas praias de Salvador, para que não se jogue garrafa na água, se eu acredito em Iemanjá”, exemplifica.

Durante conferência intitulada “A ciência que nós fazemos: Os caminhos da divulgação científica na UFMG”, a docente Silvana Nascimento, diretora de Divulgação Científica da Universidade Federal de Minas Gerais, abordou a definição dos conceitos de “fazeres”, “saberes” e “conhecimentos”.

Silvana Nascimento durante a conferência “A ciência que nós fazemos: Os caminhos da divulgação científica na UFMG” (foto: Milton Santos)

“É muito importante para quem está trabalhando com a divulgação científica ter esses três conceitos, porque a gente passa a ter outro olhar sobre as diversas ações dos grupos sociais”, declarou.

A pesquisadora explicou como é feita a divulgação científica na UFMG, como ela é entendida e como está organizada a cultura científica naquela universidade.

Na mesa-redonda “Pesquisadores e jornalistas: um diálogo possível”, o professor da Faculdade de Educação da UFU, Marcelo Marques, iniciou o debate mediado por ele, citando dados de uma pesquisa que indica que o brasileiro acredita na ciência.

Dennis Barbosa, editor de Ciência do Portal G1, explicou como é feito o trabalho de jornalismo científico para o site. O jornalista fez comentários sobre reportagens do portal e mostrou visões para o futuro da divulgação científica.

Encerrando o evento, José Roberto Mineo, professor e pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da UFU, chamou a atenção para a condição do país como exportador de produtos primários e a ausência de “cérebros”. “Está faltando a nossa população verificar como é importante ter acesso ao conhecimento”, disse.

O professor destacou a importância do diálogo entre ciência e jornalismo e a necessidade da utilização de “todos os tipos de tecnologias de comunicação convergentes”.

O “I Comunica Ciência - Encontro Mineiro de Pesquisadores e Jornalistas” foi proposto pela Diretoria de Comunicação Social (Dirco) da UFU, em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propp/UFU) e a Fapemig.

 

Confira as entrevistas realizadas pelos alunos do curso de Jornalismo da UFU com os convidados do evento:

 

Entrevista com a professora da Faculdade de Educação da UFMG, Silvania Souza do Nascimento

 

Entrevista com o professor do Icbim da UFU, José Roberto Mineo

 

Entrevista com o coordenador do curso de Jornalismo da UFU, Marcelo Marques

 

Entrevista com a diretora de comunicação da UFU, Renata Neiva

 

Entrevista com o jornalista, Dennis Barbosa

 

Entrevista com o presidente da FAPEMIG, Evaldo Ferreira

 

Entrevista com a professora de Comunicação, Simone Terezinha

 

Entrevista com o pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UFU, Carlos Henrique de Carvalho

 

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