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10/05/2018 - 17:15 - Atualizado em 16/05/2018 - 13:19
LGBTfobia é tema de evento que marca mês da diversidade sexual
Serão realizadas atividades formativas, como cine debates, palestras, intervenções artísticas e mesas-redondas
por Autor: 
Elainy Carmona

17 de maio marca o Dia Internacional contra a Homofobia (Foto: Pixabay)

 

No dia 17 de maio de 1990, a homossexualidade deixava de ser considerada uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo assim, exluída da Classificação Internacional de Doenças (CID). Desde então, comemora-se o Dia Internacional contra a Homofobia.

Em decorrência da data, a Divisão de Promoção de Igualdades e Apoio Educacional da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Dipae/Proae) elaborou junto a coletivos da universidade o “Maio da Diversidade”, dando espaços para esses grupos organizados realizarem atividades que discutam a temática.

 

Imagem de divulgação do Maio da Diversidade (Foto: Proae)

 

O evento acontece entre os dias 14 e 17 de maio, em todos os campi da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com atividades formativas, como cine debates, palestras, intervenções artísticas e mesas-redondas, com a participação desses grupos e de outros convidados, como a historiadora Larissa Resende Moreira, a cinegrafista Thais Ferrini Guisasola e os professores universitários Emerson Fernando Rasera, da UFU, e Marco Aurélio Máximo Prado, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A programação está sendo divulgada pela página oficial da Proae.

Pela proximidade da data, no gramado do Bloco 2C do Campus Umuarama, um grupo de estudantes da Psicologia fala sobre suas vivências enquanto LGBTs. O bloco, inclusive, conta com um banheiro unissex, fruto de uma das brigas travadas pelo grupo, pensando na segregação de gênero que excluem transsexuais de espaços comuns.

Os jovens fazem parte do coletivo LGBT Gisberta Júnior, criado em 2015 que homenageia a mulher transsexual, símbolo de luta contra a homofobia e transfobia. O coletivo surgiu com interesse de mobilizar as pessoas do curso, devido à falta de disciplinas que abordam a diversidade sexual e de gênero. Inicialmente, nove estudantes gestaram o projeto e realizaram momentos de estudos e debates sobre as questões LGBTs através de cine debates e palestras.

Os estudantes relatam a tranquilidade do ambiente em que vivem, já que a maioria dos alunos de Psicologia é bastante amigável. “Aqui dentro é um ambiente que tem muita aceitação, é muito livre e a gente pode se expressar da maneira que quer [...] a gente acaba não percebendo que fora da universidade não é essa questão. A gente acaba acreditando que é tranquilo, e quando a gente sai, é que sente o baque”, reconhece Catarina Ribeiro, estudante do terceiro período do curso de Psicologia e integrante do coletivo Gisberta Júnior. A situação pode mudar completamente ainda dentro do campus, nos blocos de outras graduações com perfil mais conservador.

Tratando-se de dados, nota-se uma realidade ainda mais dura. As informações levantadas pelo Grupo Gay da Bahia, organização não governamental que realiza essa pesquisa desde a década de 1980, apontam um aumento nos números de ocorrências contra LGBTs na última década. Em 2008, por exemplo, o número de mortos foi de 187, enquanto em 2017 a homofobia e transfobia fizeram 445 famílias chorarem a perda de um ente querido ao longo do último ano. Uma perda a cada 20 horas.

Luiz Otávio do Prado, do décimo período de Psicologia e membro do coletivo Gisberta Júnior, evidencia a importância de espaços como esse, já que os profissionais que se formam dentro dos muros acadêmicos atuam no mercado ao fim da graduação, e atendem pessoas LGBTs sem, muitas vezes, estarem preparados. Pela falta de momentos específicos em disciplinas para tratar sobre o assunto, Catarina Ribeiro conta que não se sente preparada para assistir pacientes LGBTs. “Quando eu olho para minha grade [curricular] e vejo que não tem nada que vai abordar essas questões, isso me assusta muito. Porque no meu processo de me aceitar, eu passei por psicólogo e sei como é o baque de confiar em alguém para contar aquilo. Se a reação da minha psicóloga fosse diferente, eu sei que teria me afetado muito”, completa.

 

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