Skip to:

FacebookTwitterFlickrYoutubeFeed RSS

  • Aumentar
  • Diminuir
  • Normal

Current Size: 100%

05/07/2018 - 17:06 - Atualizado em 17/07/2018 - 13:46
21 pesquisadores da UFU opinam sobre Dia Nacional da Ciência
Data é comemorada em 8 de julho
por Autor: 
Diélen Borges

Praça da Tabela Periódica, no Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica/UFU) (Foto: Milton Santos)

No próximo domingo, 8 de julho, celebra-se o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador. As comemorações foram instituídas, respectivamente, pelas leis nº 10.221, de 18 de abril de 2001 e nº 11.807, de 13 de novembro de 2008.

Também é a data em que se comemora o aniversário de 70 anos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), cuja septuagésima reunião acontece neste mês, em Maceió (AL), com participação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e cobertura do Comunica UFU. No dia 8, a SBPC realizará uma série de eventos em todo o país.

Convidamos alguns pesquisadores da UFU a refletirem sobre o significado desta data. Confira!

 

1. “Eu acredito que ser pesquisador é acreditar que algo novo pode ser feito para tornar nossa vida cada vez melhor. Essa inovação é um ato de construção, onde novas ideias são formadas a partir do que já está posto. É apaixonante.”

Miria Hespanhol Miranda Reis - Engenharia Química

 

2. “Os pesquisadores são raramente lembrados, mas várias soluções tecnológicas utilizadas no dia a dia, como os carros flex, as vacinas contra o vírus da zika e os grãos de soja adaptados ao cerrado são frutos de anos de dedicação destes profissionais. O Dia Nacional do Pesquisador é um reconhecimento muito importante para nós que trabalhamos nos bastidores do desenvolvimento e da inovação no Brasil.”

Alexandre Zuquete Guarato - Engenharia Mecânica

 

3. “O Dia Nacional do Pesquisador é um dia, oportunidade, de refletir a importância de nosso papel profissional para com o conhecimento, a sociedade, o ambiente e o desenvolvimento humano. Nos faz lembrar que a ciência é parte de um sistema onde o conhecimento, a cultura e a história construída pela humanidade a alimentam e a promovem. Este dia nos convida ao diálogo sobre o que desejamos, o que fazemos e como entendemos a ciência.”

Renata Carmo de Oliveira - Biologia

 

4. “O Dia Nacional do/a Pesquisador/a me remete à constante possibilidade da dúvida, da instigação, da investigação e do movimento. Sentidos claros no percurso de uma pesquisadora que se compromete consigo, com o outro, com a produção da ciência e com a apropriação de suas descobertas para o bem comum.”

Diva Souza Silva - Educação

 

5. “Embora historiadora, as datas comemorativas não representam muito pra mim. Ao contrário, costumo suspeitar delas e de um certo desserviço que elas prestam ao consagrarem artificialmente certas práticas ou acontecimentos históricos. A pesquisa e o conhecimento são práticas de relevância cotidiana, permanentes, devem ser valorizadas todos os segundos, minutos e dias, porque delas precisamos para transformar as matérias, o tempo, as ideias, as imagens, os discursos, as técnicas, os poderes e os modos de viver, em suma, para aprender a compartilhar o próprio saber e para construir um mundo mais humano, mais democrático, menos desigual!”

Maria Elizabeth Ribeiro Carneiro - História

 

6. “Ser pesquisador é somar curiosidade científica às ações de ensinar e aprender, o tempo todo. Transpor o conhecimento científico em aprendizagem escolar, por sua vez, é desafio diário. O resultado é a consolidação de um presente crítico e reflexivo e um instrumental de reflexão adequado para a construção de um futuro que se anuncia.”

André Sabino - Geografia (Escola de Educação Básica)

 

7. “Considero muito importante que haja uma data brasileira para marcar o dia da ciência e da pesquisa. Nossa tradição, sempre muito avessa ao estudo desinteressado, é muito pragmática, escolástica, corporativista e excessivamente profissionalizante. Por isso,  estrutura as nossas universidades como instituições de ensino tecnicista: os alunos não entram para a universidade, mas para cursos isolados. Na universidade, o ensino não deveria ser doutrinário e utilitarista, mas decorrente do estudo e da pesquisa. Essa mentalidade pragmática costuma pôr também em segundo plano o estudo das ciências fundamentais e das humanidades, domínios em que a pesquisa por sua natureza se faz com maior intensidade e liberdade, em que a preocupação é, sobretudo, com o conhecimento, com o descobrimento da verdade, com o aperfeiçoamento cultural da humanidade e com a formação da cidadania em todos os seus aspectos. Contudo, os verdadeiros cientistas das diferentes áreas estão sempre atentos aos fundamentos do seu conhecimento e ao seu alcance humanístico, que compõe o próprio sentido da universidade em seu horizonte ético e político, como instituição de conhecimento e cultura de uma nação.”

Alexandre Guimarães Tadeu de Soares - Filosofia

 

8. “Como pesquisadora, 8 de julho, Dia Nacional da Ciência, representa o dia do repensar constante. Repensar como o conhecimento está sendo gerado e conduzido não a favor de causas próprias, mas em prol da humanidade.”

Kárem Cristina de Sousa Ribeiro - Gestão e Negócios

 

9. “Comemorar o Dia da Ciência é comemorar a vida, pois fazer ciência e ser pesquisador é praticar a vida e fazer o bem.”

Matheus de Souza Gomes - Biotecnologia (Patos de Minas)

 

10. “É um dia de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido por pessoas comprometidas com o desenvolvimento científico pautado pela responsabilidade social, mesmo que enfrentando todas as dificuldades impostas por políticas governamentais de sucateamento da pesquisa pública brasileira. É também um dia de resistência, no qual devemos demonstrar para a sociedade que o futuro científico e tecnológico do país está em risco!”

Hélio Carlos Miranda de Oliveira - Geografia (Pontal)

 

11. “‘Todas as verdades são fáceis de entender, uma vez descobertas. O caso é descobri-las’ (Galileu Galilei). ‘Práticas para uma vida científica: veja o fracasso com um começo, não como um fim. Nunca pare de aprender. Não suponha nada, questione tudo. Ensine aos outros o que você sabe. Analise objetivamente. Pratique a humildade. Respeite a crítica construtiva. Dê crédito onde é devido. Tome iniciativa. Faça perguntas difíceis com antecedência. Ame o que você faz, ou deixe’ (Autor desconhecido). Parabéns a todos pesquisadores da UFU.”

Bruno Sérgio Vieira - Ciências Agrárias (Monte Carmelo)

 

12. Trabalhar com pesquisa no Brasil tem sido um enorme desafio nos últimos tempos. Desafios que passam pelo baixo investimento na área, pela dificuldade de gerar visibilidade para a pesquisa, a restrição de espaços de qualificação específica para pesquisadores, dentre outros. Tais desafios se tornam ainda mais difíceis na área da Arte, pois este é um campo com especificidades distintas em relação a outros áreas do conhecimento.  Apesar dos desafios, a área da Dança, por exemplo, tem avançado significativamente nos últimos 10 anos na realização de pesquisas. Novos programas de pós-graduação passaram a acolher pesquisas na área e os artistas e pesquisadores têm se apresentado cada vez mais nos espaços de fomento e difusão da pesquisa. Para mim, a pesquisa alimenta e atualiza constantemente minha atuação como professor, ao mesmo tempo em que areja as possibilidades de contato e troca com a sociedade. Como artista, a pesquisa é prática quotidiana no fazer da Dança, assim cada trabalho, cada coreografia sintetiza um momento de investigação que articula ideias, conceitos, hipóteses e procedimentos que são revisitados ao longo de todo o processo de criação.

Alexandre José Molina - Dança

 

13. “O Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador representam um momento de reflexão de nosso papel na sociedade. Uma sociedade que aclama por mudanças e por desenvolvimento mas que, para isso, necessita de nossas horas depositadas nas bancadas de laboratórios e na orientação de alunos. Nesta data reflito sobre o que devo e posso fazer para continuar a pesquisar e concluo que o que me alimenta é a vontade de fazer o que escolhi: ser uma pesquisadora!

Ana Carolina Silva Siquieroli - Biotecnologia (Monte Carmelo)

 

14. “Uma homenagem legal a todos e todas as pesquisadoras. A atividade como pesquisadora é árdua, exige conhecimento teórico e metodológico de monta, exige recursos nem sempre disponíveis, método e uma postura curiosa, crítica e compromissada diante de nosso objeto e da comunidade científica em geral. A pesquisa é um dos pilares fundamentais das universidades. Por meio dela – e apenas dela – podemos produzir conhecimento novo e, pelo menos na minha perspectiva, voltado à transformação social.”

Patrícia Vieira Trópia - Ciências Sociais

 

15. “O que é ser pesquisador? Pesquisador é aquele que olha com paixão e alegria à sua volta, fazendo perguntas, investigando, experimentando. Ter o estímulo interno para perguntar e buscar respostas é a mola propulsora da pesquisa. Não importa quantas voltas se dê em torno do assunto. O mais importante é observar, aguardar e perguntar novamente. A cada resposta, novas perguntas surgem, mantendo-se um equilíbrio dinâmico entre perguntar e responder. A coleção de perguntas deu impulso para o crescimento tecnológico e para a organização da sociedade como a conhecemos. Certamente, melhor do que uma boa resposta é uma boa pergunta. Ela abre os caminhos e impulsiona o progresso.

Ser pesquisador é passar as noites sem dormir, buscando respostas, seja no gabinete, no laboratório ou em condições de campo. Ser pesquisador é manter o estado de excitação em busca de um insight; é vibrar por uma boa ideia, por um bom parágrafo, por um bom projeto. Ser pesquisador é analisar com críticas construtivas; é emitir pareceres sensatos que auxiliam colegas a buscarem por soluções mais apropriadas, sem pensar no tempo que se gastou ou no dinheiro que não se ganhou.

As três gerações que me antecederam, considerando-se geração o que acontece em uma década, me passaram esta visão e vivência. O estado questionador e a paciência pela resposta, mesclados pelo prazer e pela criatividade. Observar para entender; perguntar para seguir adiante. Esta foi a experiência de um século, mesmo mergulhados no mecanicismo que já conta com quase quatro séculos.

Porém, algo aconteceu nesse último pedaço da história. De humanos, passamos a ser inteligências artificiais e, como tal, temos metas que ultrapassam o limite da velocidade máxima de processar de um ser humano. Estresses variados surgiram, convertendo a paixão pelo saber em paixão pela disputa. Será que esta foi uma boa escolha?

Seria muito interessante que nesse dia, escolhido para homenagear a categoria, algum tempo fosse dedicado para se responder 26 questões que avaliam a qualidade de vida (WHOQOL-bref – World Health Organization Quality of Life). Como existem escores nacionais e internacionais, referenciados pela OMS, fica fácil saber se estamos dentro da média ou mediana, abaixo ou acima dela e em qual quesito. Estamos bem de saúde física, emocional e espiritual? E se não estivermos, o que se pode fazer? Ser observador de si mesmo para modificar o script que foi traçado como modelo de pesquisador dos últimos anos.

A competitividade, estimulada pela tecnologia e globalização, apagou o brilho da paixão e da alegria de pesquisar. Apagou também o amor à arte e as conseqüências disso podem perdurar por muitas gerações. Não seria hora de repensar?”

Marli Ranal - Biologia

 

16. “Certa vez um sobrinho me perguntou qual era a importância da pesquisa. Desconcertado como qualquer adulto diante de uma pergunta de criança, respondi apenas que ela buscava soluções para problemas da vida. Que nesta data possamos resgatar, na espontaneidade infantil, princípios relevantes como a observação e o levantamento de hipóteses como caminho seguro para um mundo melhor.”

Christian Alves Martins - História (Escola de Educação Básica)

 

17. “O desenvolvimento da ciência, por meio do trabalho incansável de pesquisadores e do investimento público, ao longo do tempo, é responsável por mudanças tecnológicas consideráveis que trouxeram para a sociedade mais conforto, mobilidade, combate às doenças e tantos outros avanços. Um país que não investe na ciência e na educação se apequena e está fadado a uma posição eternamente periférica. Parabéns aos pesquisadores que continuam na luta por dias melhores.”

Dalva Maria de Oliveira Silva - História (Pontal)

 

18. “Ao celebrarmos o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador, neste 8 de julho, no mesmo dia em que se comemora os 70 anos da fundação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), é fundamental que as diversas atividades culturais públicas que ocorrem em várias cidades do país possam sensibilizar a população sobre a grave crise que afeta as atividades de ciência, tecnologia, inovação e educação no Brasil em função da falta de priorização por parte dos nossos governantes.”

José Roberto Mineo - Ciências Biomédicas

 

19. “A pesquisa é buscar incessantemente respostas e formular incansavelmente perguntas com o olhar voltado aos problemas que afligem nossa sociedade. No dia do pesquisador lembramos aqueles que não apenas se dedicam, mas que, sobretudo, são apaixonados por um mundo chamado Ciência.”

Thaise Gonçalves de Araújo - Biotecnologia (Patos de Minas)

 

20. “8 de julho de 2018 é o Dia Nacional do Pesquisador! Dia em que toda a comunidade científica deveria ser reconhecida, valorizada e homenageada. Apesar de termos um dia dedicado a nós, o que aflora, num primeiro instante, não é o sentimento de júbilo por este dia ou pelo nosso trabalho ou ainda pela nossa contribuição ao desenvolvimento do país. Nestes tempos de incertezas o que nos inunda é que não há muitos motivos para comemorarmos; afinal estamos extenuados pelo sentimento de que fomos vencidos pela recorrente crise ética, política, econômica e, sobretudo, emocional, que nos assola cotidianamente e de forma coletiva. No entanto, para além deste sentimento, sabemos que as atividades científicas brasileiras estão muito aquém do seu potencial. Existem inúmeros entraves estruturais, financeiros e burocráticos a serem superados, muros que não são inexpugnáveis, mas precisam ser rompidos por meio das pontes edificadas nos diálogos com nossa comunidade.

Apesar de tudo e, além de tudo, pelo cenário que nos assola, ainda tenho esperança e, neste sentido, tenho motivos para comemorar o nosso dia! Talvez o motivo seja apenas um sonho, porém, um sonho que me faz acreditar na possibilidade de se construir e fazer uma ciência no Brasil sem o pesadume cotidiano de tantos entraves, uma ciência ‘imune’ à inércia sistêmica que imobiliza e enterra tantos talentos, uma ciência sem a opacidade de egos inflados e ensimesmados. A história nos ensina sobre o poder da ciência e da capacidade transformadora da educação, como agentes catalisadores da reconstrução de nações e de esperanças de povos, muitos deles destruídos e adoecidos por crises de diferentes intensidades, maiores e menores que a nossa.

Nesta perspectiva não me posiciono no panteão dos pessimistas, muito pelo contrário, comemoro o Dia Nacional do Pesquisador por acreditar que a ciência não tem fronteira, não tem nacionalidade e nos conduz à democracia verdadeira, destrói os muros da ignorância e da servidão, e abre janelas para o novo mundo com outros caminhos. De maneira geral, a ciência nos convida e nos conduz, sedutoramente, à liberdade…”

Eloisa Amália Vieira Ferro - Ciências Biomédicas

 

21. "O Dia do Pesquisador é um momento importante para valorizar aqueles cujo paradoxo é desvelar a profundidade das vivências de outros sujeitos, em sua realidade cotidiana, com o objetivo de levar, para a compreensão, o sentido da nossa existência como humanos, materializada como método em pesquisa. É o momento pleno, em que o pesquisador reconhece a própria existência como problema inicial da vida, no mesmo passo em que a análise decreta o problema final da temporalidade da pesquisa. E assim o pesquisador se faz e se refaz, como sujeito, em caminhos no movimento complexo da historicidade". 

Gerson de Sousa - Jornalismo
 

Outras opiniões podem ser enviadas via redes sociais (facebook.com/ComunicacaoUfu - instagram.com/ufu_oficial - twitter.com/ufu_oficial) e portal Comunica UFU (comunica.ufu.br/divulgacao).

Av. João Naves de Ávila, 2121 - Campus Santa Mônica - Uberlândia - MG - CEP 38400-902

+55 34 3239-4411 | +55 34 3218-2111

© 2018. Universidade Federal de Uberlândia. Desenvolvido por CTI, com tecnologia Drupal