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24/09/2018 - 15:42 - Atualizado em 25/09/2018 - 17:19
O dia em que cientistas da UFU e a população bateram um papo no Parque do Sabiá
Atividade de divulgação científica integrou ações do Setembro Amarelo
por Autor: 
Portal Comunica UFU
Por: 
Diélen Borges, Giovanna Tedeschi e Natália Spolaor; Fotos: Marco Cavalcanti

Precisamos falar sobre saúde mental. O tema é tabu e os dados confirmam o tamanho do problema: em dez anos, mais de 106 mil pessoas tiraram a própria vida no Brasil, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde na última quinta-feira (20/09), referentes ao período de 2007 a 2016.

Foi para ter essa conversa que quatro pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) se sentaram, individualmente, com mais de 50 pessoas no quiosque central do Parque do Sabiá, na manhã deste domingo (23/09), durante o evento “Pergunte a um(a) cientista”.

A atividade de divulgação científica foi promovida pela Diretoria de Comunicação Social da UFU, em parceria com o grupo Via Saber, da Universidade de São Paulo. O tema desta edição integra as ações do Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio.

 

Perguntar o quê?

“Estou percebendo que as pessoas querem conversar. Elas chegam querendo contar o que elas têm feito da vida, achando que um profissional da saúde mental vai dar um aval, dizendo que está certo”, observou a psicóloga Mariana Hasse, que é professora da Faculdade de Medicina da UFU.

O psiquiatra Walter Cury, que atua no Hospital de Clínicas de Uberlândia (HCU/UFU), ouviu pessoas relatando problemas como depressão, ansiedade e desatenção. “Eles querem discutir: ‘estou tomando tal remédio ou não estou tomando remédio, será que pode me ajudar’”, contou o médico do HCU.

As questões familiares foram as que mais apareceram para o psicólogo Ricardo Silveira, docente do Instituto de Psicologia: “foi muito presente a fala de mulheres com problemas de relacionamento com os maridos”.

E houve quem manifestasse preocupação com os outros. “Chegaram pessoas aqui com depressão, gente preocupada com pessoas com transtornos mentais já diagnosticados pelos médicos e outros que vieram com simples dúvidas de adolescente que está na fase de trocar o dia pela noite”, disse a professora Karina Marques, da Faculdade de Medicina.

 

A troca

Quando a universidade e a comunidade dialogam, o conhecimento é partilhado entre todos. “Essa troca traz até ideias para a gente desenvolver projetos e pesquisas, principalmente nessa linha da neurociência”, afirmou Marques. “Aqui a gente tem a oportunidade de trabalhar com educação em saúde, só que com tempo para poder ouvir, para poder interagir com as pessoas”, completou Silveira.

“Eu achei um evento muito bom. Ajuda as pessoas a se informarem sobre como melhorar o problema da saúde mental e é um evento bom para os médicos mostrarem a profissão”, disse a estudante Laura Attie, que conversou com os cientistas.

A professora de educação infantil Vanina Vieira também tirou dúvidas com os cientistas e observou: “nos tempos atuais a gente vive esse turbilhão de mudanças. É muito bom e nem sempre a gente cuida da gente, e nem sempre temos essa oportunidade.”

A psicóloga Hasse destacou a importância de o evento abordar um tema que é tabu para a sociedade. “Eu costumo dizer que uma pessoa que tem um câncer e vence um câncer, ela é reconhecida, as pessoas aplaudem e dizem: ‘que bacana que você venceu isso’. E quando uma pessoa tem uma depressão, por exemplo, e consegue superar isso, ela fica constrangida de contar para os outros, como se não houvesse um mérito nisso”.

 

Veja as fotos

 

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