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05/11/2018 - 15:01 - Atualizado em 08/11/2018 - 15:00
Pesquisa de Patos de Minas sobre tomate é publicada em revista da Nature
Equipe de cientistas identificou genes envolvidos no processamento de microRNAs
por Autor: 
Diélen Borges

 

Tomate cultivado (Solanum lycopersicum) é uma das espécies estudadas (Foto: Arquivo dos pesquisadores)

 

Cientistas que atuam no Campus Patos de Minas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) identificaram e caracterizaram os genes envolvidos no processamento de microRNAs de duas espécies de tomate. O artigo sobre a pesquisa foi publicado, no dia 30 de outubro, na revista britânica Scientific Reports, do grupo Nature.

Os microRNAs (ou miRNAs) são moléculas responsáveis por processos biológicos nos organismos de plantas e animais, como diferenciação e crescimento de células, florescimento, fertilidade, defesa contra patógenos (organismos causadores de doença em um hospedeiro) e respostas ao estresse.

Por meio de análises in silico (através de uma simulação computacional), os pesquisadores fizeram a identificação e a caracterização dos microRNAs do tomate cultivado (Solanum lycopersicum) e do tomate selvagem (Solanum pennellii), que estão entre os mais consumidos em todo o mundo.

Thaís Cardoso, Carolina Caneschi e Matheus Daude fazem parte da equipe de pesquisadores (Foto: Arquivo dos pesquisadores)

“Além da alta importância do tomateiro na alimentação mundial e geração de empregos, os miRNAs que não sintetizam uma proteína vêm sendo amplamente estudados para que se entenda seu papel dentro do organismo”, afirma a pesquisadora Thaís Cunha de Sousa Cardoso, autora do estudo.

Cardoso é aluna de doutorado do Programa de Genética e Bioquímica da UFU, orientada pelo professor Matheus de Souza Gomes. Também participaram da pesquisa a mestranda Tamires Caixeta Alves, do Programa de Biotecnologia; o graduando Douglas dos Reis Gomes Santana, do curso de Biotecnologia, e professores Marcos de Souza Gomes, Peterson Elizandro Gandolfi e Laurence Rodrigues do Amaral. O trabalho teve a colaboração de pesquisadores de outras três universidades federais: Ouro Preto (Ufop), Lavras (Ufla) e Tocantins (UFT).

A pesquisa recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

Os microRNAs (ou miRNAs) são moléculas responsáveis por processos biológicos nos organismos de plantas e animais (Foto: Reprodução da Scientific Reports)

 

O que são microRNAs?

Entre as siglas da genética, a mais conhecida é DNA, que significa ácido desoxirribonucleico e se refere ao material genético dos seres vivos. O DNA é composto por uma fita dupla de moléculas que contém as informações necessárias para regular o funcionamento e desenvolvimento de nosso organismo.

O papel do DNA no organismo é armazenar as informações necessárias para a síntese de RNAs. Essa outra sigla se refere ao ácido ribonucleico, composto por uma fita simples de moléculas. Há um tipo de RNA, o RNA mensageiro (RNAm), que é o responsável por carregar as informações do DNA para tradução em proteínas no nosso organismo.

Os microRNAs (miRNAs), moléculas estudadas pelos cientistas de Patos de Minas, são uma classe de pequenos RNAs, presentes em plantas e animais, que não codificam proteínas. Segundo Thaís Cardoso, os microRNAs são formados a partir de uma longa sequência precursora de RNA capaz de se dobrar e formar uma estrutura de grampo.

Centro de Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia da Ufla, na Fazenda Palmital, em Ijaci (MG) (Foto: Arquivo dos pesquisadores)

“Produzidos a partir de sequências específicas do DNA, os precursores de miRNAs são processados por diversas proteínas, destacando as proteínas argonauta e dicer, até formar uma pequena sequência de RNA fita simples possuindo, aproximadamente, de 18 a 24 nucleotídeos de comprimento”, detalha a cientista.

Na célula, o miRNA se liga ao RNAm, impedindo que o RNAm consiga produzir uma proteína, o que impede que essa proteína realize sua função. Essa inibição se dá por meio da complementariedade de bases entre as sequências do miRNA e de seu RNAm alvo, podendo haver a destruição desse RNAm ou apenas bloqueio de sua tradução.

 

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