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09/01/2019 - 15:18 - Atualizado em 25/01/2019 - 12:56
Estruturas infláveis da Arquitetura da UFU são premiadas em São Paulo
Projeto Flutua é desenvolvido por alunas e será exposto no Instituto Tomie Ohtake
por Autor: 
Diélen Borges

No Bairro Élisson Prieto foram feitas oficinas e instalação de inflável (Foto: Arquivo do Projeto Flutua)

Sacolas plásticas descartadas, soldadas com ferro de passar roupa, podem ser transformadas em estruturas arquitetônicas infláveis com até 15 metros de comprimento e compor ambientes e eventos, proporcionando às pessoas sensações diferentes das causadas por tijolo e concreto. O projeto Flutua, de quatro alunas do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), faz isso e foi reconhecido com o prêmio Tomie Ohtake 2018.

“A gente começou a pensar nessa vontade de aplicar os conhecimentos que absorvia no meio acadêmico e transferir isso para a cidade de forma prática”, recorda Luiza Dalvi, que idealizou o projeto no fim de 2017, junto com a colega Rayssa Carvalho. “Como sair dessa área tradicional da Arquitetura, de trabalhar com estruturas caríssimas e rígidas, e fazer disso uma coisa mais flexível e também mais criativa e divertida, estimulando o lúdico das pessoas?”, problematiza Dalvi.

As ações do Flutua começaram no início de 2018, a partir de três vertentes: a artística-arquitetônica, que são as próprias instalações infladas com ar; a educativa, desenvolvida por meio de oficinas promovidas pela equipe em comunidades; e a ambiental, concretizada na opção por materiais reciclados que seriam descartados. Depois que cada inflável é desinstalado, o material plástico é reaproveitado nas próximas instalações.

Oficina na Escola Estadual Enéas de Oliveira Guimarães (Foto: Arquivo do Projeto Flutua)

Ao longo do ano, outros estudantes se juntaram ao projeto. Além dos chamados “flutuantes”, outras duas alunas, Beatriz Justo e Isabela Magro, compõem a equipe permanente. As referências do Flutua vêm de grupos europeus que também trabalham com infláveis, como Basurama, Plastique Fantastique, Penique Productions, Tomás Saraceno e Conjuntos Empáticos.

Os primeiros recursos financeiros foram obtidos por meio de vaquinha online, que arrecadou R$ 800 no começo do ano passado. O projeto também foi aprovado no Programa Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura Municipal de Uberlândia e recebeu R$ 3.100 em setembro. A verba é utilizada para alugar o motor que infla as estruturas com ar e para adquirir materiais para as oficinas e montagem dos infláveis.

Em um ano, o Flutua fez mais de dez instalações infláveis. Uma delas aconteceu no Bairro Élisson Prieto (originado a partir da área ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto no Campus Glória da UFU), onde também foram feitas oficinas de brinquedos reciclados com crianças, em parceria com o projeto ABC do Glória, da ONG Centro Voluntariado Universitário (CVU). As oficinas ainda foram ministradas a alunos da Escola Estadual Eneas de Oliveira Guimarães, no Centro de Uberlândia.

“A gente fez também oficinas para estimular o movimento do corpo, porque a gente não quer só entender o novo ambiente, mas também novas formas de interagir com esses ambientes. O inflável não tem uma porta igual a essa [aponta para a porta de madeira da sala], que você abre, ele é um zíper. O seu corpo se movimenta de outras formas estando lá dentro”, conta Dalvi.

Tartaruga inflável foi exposta na Praça Tubal Vilela (Foto: Arquivo do Projeto Flutua)

 

Durante a Semana do Meio Ambiente, de 3 a 9 de junho, foram feitas instalações no Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) e na Praça Tubal Vilela. Os infláveis do Flutua também estiveram no Campus Santa Mônica - no Vem pra UFU, na recepção aos ingressantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design (FAUeD) e no simpósio UD!SIGN -, na Jornada de Arquitetura do Centro Universitário do Triângulo (Unitri), no festival de música Timbre e, ainda, em uma loja de roupas e em um colégio particular de Uberlândia.

Em parceria com um coletivo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), o Flutua também fez uma instalação no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, durante o aniversário da cidade, em 25 de janeiro.

Um ano depois, o Flutua voltará a São Paulo para uma exposição no Instituto Tomie Ohtake, de 23 de janeiro a 10 de março. O grupo da UFU é um dos 20 projetos selecionados pelo Prêmio de Design Instituto Tomie Ohtake Leroy Merlin de 2018, cujo tema foi “Compartilhar”.

A equipe do Flutua construiu, com sacos plásticos pretos, um inflável no formato de cúpula ovalada, que foi levado e instalado em três lugares: na ONG Ação Moradia, no Campus Santa Mônica e no Hospital do Câncer - como é conhecido o setor de Oncologia do Hospital de Clínicas de Uberlândia (HCU/UFU).

Dentro desse inflável foi colocado um tótem com cinco paredes, cada uma com um par de sensores em formato de mãos. Quando as pessoas tocavam nesses sensores, elas ativavam uma fita de LED disposta no chão. Quando todos os sensores eram tocados ao mesmo tempo, uma luz negra acendia na parte de cima, permitindo que as pessoas lessem nas paredes do inflável palavras que faziam referência ao tema “compartilhar”.

As experiências foram filmadas e os vídeos serão exibidos no Instituto Tomie Ohtake. A proposta do Flutua é mostrar a força das ações em conjunto. “As coisas acontecem quando a gente faz sozinho, mas acontecem ainda mais quando a gente faz todo mundo junto. Era um inflável que a gente começou a trabalhar não só como espaço, mas também com potencial de acontecerem coisas dentro”, afirma Dalvi.

 

Mais informações: behance.net/FLUTUA

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