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05/02/2019 - 11:52 - Atualizado em 12/02/2019 - 14:30
Cientistas da UFU criam jogo para reabilitação de braços após AVC
As inscrições para pacientes estão abertas durante o mês de fevereiro
por Autor: 
Natália Spolaor

Jogo com floresta tropical foi desenvolvido no Laboratório de Computação Gráfica da UFU (Foto: Alexandre Costa)

A pesquisa desenvolvida pela educadora física Isabela Alves Marques e pela equipe de pesquisadores Gabriel Cyrino, Júlia Tannús e Leandro Mattioli, com orientação dos professores Eduardo Lázaro Martins Naves e Edgard Afonso Lamounier Júnior, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia (Copel/Feelt/UFU), envolverá um tratamento para pessoas com sequelas nos braços após terem sido acometidas por Acidente Vascular Cerebral (AVC).

As inscrições estão abertas durante o mês de fevereiro, não havendo limitação na quantidade de vagas. Para a realização do tratamento, será utilizado um jogo que foi desenvolvido no Laboratório de Computação Gráfica da UFU. Ao todo serão feitas 16 sessões, com duração de 30 a 45 minutos, em que o paciente irá movimentar os braços conforme interage com o jogo.

Para participar é necessário que o paciente tenha espasticidade em algum dos braços, ou seja, uma rigidez que não permite o esticamento total após ter sofrido o AVC. Pessoas que tenham aplicado botox - tipo de tratamento para espasticidade - ou com problemas de fala ou cognitivos não podem fazer parte do estudo.

“Os jogos eram usados para diversão, mas com a mesclagem no âmbito fisioterapêutico conseguimos uma melhoria bastante interessante. Com os movimentos massantes que o paciente tem que fazer na fisioterapia, ele pode ter um desgaste maior ou desmotivar. Por isso a gente decidiu desenvolver um jogo para auxiliar na reabilitação de membros superiores em pacientes que sofreram AVC”, explica Cyrino.

 

Vamos jogar?

 

O jogo desenvolvido pelo mestrando Cyrino acontece em uma floresta tropical onde o paciente controla uma harpia, que é um pássaro parecido com uma águia. Além disso, existem outros animais, como crocodilo, tigre, pássaros e cobras, que servem de desafio no jogo.

Informações sobre o paciente podem ser salvas no painel de controle do jogo (Foto: Alexandre Costa)

Por meio do painel de controle, é possível configurar como será cada sessão e cadastrar as informações de cada paciente: última incidência de AVC, dados clínicos, entre outros. Também pode-se realizar a customização do jogo, alterando partes gráficas, controles e a interface multimodal.

“É possível configurar o treinamento para ele [o paciente] não dar de cara com o que não sabe. Ele vai primeiro realizar movimentos simples de virar à direita, esquerda, subir e descer e, depois movimentos mais complexos”, explica Marques.

O jogo é controlado por meio de um aparelho chamado Myo. O equipamento consegue capturar os movimentos do braço do paciente, sendo possível regular sua precisão. Já para calcular o grau de espasticidade do paciente foi desenvolvido um dispositivo no Núcleo de Tecnologia Assistiva (NTA), pelas mestrandas Andressa Rastrelo Rezende e Camille Marques Alves, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Biomédica (PPGeb/UFU).

Alves conta que a avaliação do distúrbio da espasticidade é geralmente feita de maneira clínica. O terapeuta realiza movimentos de extensão e flexão no braço e, a partir disso, determina um certo grau, de acordo com a escala modificada de Ashworth. Todavia, esses métodos dependem do conhecimento do terapeuta, podendo haver alterações no resultado.

“A gente decidiu fazer esse equipamento a partir do método linear do estiramento tônico. Ele vai coletar tanto o sinal do eletromiográfico quanto a variação angular, que é o quanto a pessoa consegue esticar o braço. Ao invés de o terapeuta determinar a escala, o equipamento pega os dados e quantifica um certo valor em graus de espasticidade. Isso vai ajudar na reabilitação, além de informar o quanto houve de melhora”, explica Alves.

Ao final do tratamento, os dados serão analisados para se obter o percentual de melhora de cada paciente. Além disso, os resultados sobre reabilitação e quantificação dos dados irão compor a tese de Alves. Já as informações sobre o impacto do jogo na reabilitação dos membros superiores farão parte da dissertação de Cyrino.

“Vamos poder passar para os profissionais da área da saúde que esse jogo melhorou em ‘X%’ a espasticidade do paciente. A gama que estamos testando agora é de pacientes pós-AVC, mas queremos passar para qualquer paciente que tenha esse tipo de debilidade neuromotora”, afirma Marques.

Os atendimentos serão realizados no Núcleo de Tecnologia Assistiva (NTA), no Campus Santa Mônica da UFU. As inscrições podem ser feitas por meio do telefone (34) 99677-4474.

 

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