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12/09/2019 - 18:15 - Atualizado em 16/09/2019 - 14:52
Curso de Jornalismo ganha dois prêmios em congresso nacional
Produtos premiados foram o jornal Senso InComum e a Agência Conexões
por Autor: 
Mariana Oliveira

Alunos do curso de Jornalismo durante a premiação do Expocom Nacional 2019. (Foto: Aislan de Paula/Intercom Divulgação)

 
Entre os dias 2 e 7 de setembro aconteceu na Universidade Federal do Pará (UFPA) o 42º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, o Intercom. Em meio às atividades do evento, está a Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom), que premia os melhores trabalhos dos cursos de comunicação em 70 categorias, sendo 16 delas específicas do jornalismo.
 
A UFU foi premiada em duas categorias. A primeira delas, "Agência Escola de Jornalismo", com a Agência Conexões, coordenada pela professora Ana Spannenberg; e a segunda, "Reportagem em Jornalismo Impresso", com o caderno especial Confidenciais sob ditadura, do Jornal Laboratório Senso InComum, sob a orientação dos professores Gerson de Sousa, Raquel Timponi e Ivanise Andrade.
 
Além dos vencedores, também concorreram representando a universidade o livro “O fruto proibido”, nas categorias livro-reportagem e edição de livro; a fotografia artística “O eu invisível”; a história em quadrinhos do encarte do Senso InComum; e o website “Reza a lenda”. 
 
 
Agência Conexões
 
A agência deu seus primeiros passos no início de 2015, a partir de uma proposta conjunta da professora Ana Spannenberg, idealizadora e coordenadora do projeto, e da professora Adriana Omena, à época tutora do Programa de Educação Tutorial Conexões de Saberes (PETCNX), do qual faz parte o curso de Jornalismo. 
 
Depois de muitas tentativas infrutíferas - por falta de recursos - de submissão do projeto de uma agência de notícias no curso, Omena sugeriu que bolsistas do PET participassem da criação desse projeto, o que viabilizou a mão de obra inicial. “Nós conseguimos um número razoável de pessoas, entre voluntários e petianos, que, ao longo de 2015, se reuniam semanalmente para discutir e estudar políticas públicas. Nós sabiamos que queríamos uma agência e sabíamos que ela deveria ser de políticas públicas”, conta Spannenberg.
 
No início, essas reuniões funcionavam como um grupo de estudos que resultou, inclusive, em um projeto de Iniciação Científica (IC). Após esse processo, no segundo semestre de 2015, o grupo partiu para as funções operacionais de viabilização da agência.
 
A primeira notícia foi ao ar no dia 15 de abril de 2016. A linha editorial da agência segue toda a pesquisa elaborada pelo grupo, que observou como os veículos de Uberlândia cobriam pautas de políticas públicas. Desde então, a Conexões vem trabalhando temas de interesse social sobre políticas, ciências e educação.
 
No final de 2018 foi aprovada uma disciplina optativa no curso de Jornalismo, a "Agência de Notícias", ofertada pela primeira vez no primeiro semestre de 2019. Com isso, as produções feitas pelos alunos matriculados também passam a ser publicadas no site da agência.
 
Genivan Divino é um dos participantes do projeto e foi o responsável por defender a agência durante a premiação. Ele acredita que esse tipo de reconhecimento é de extrema importância, uma vez que leva o nome do curso ao conhecimento geral e, além disso, contribui para a formação. “Os alunos são incentivados a produzirem pautas, diferentes conteúdos jornalísticos e a trabalharem com edição. Para além disso, a Conexões forma jornalistas humanizados”, conclui.
 

Genivan Divino, representante da Agência Conexões. (Foto: Fernanda Torquato)

 
 
Confidências sob ditadura
 
O caderno especial "Confidências sob ditadura" faz parte do Jornal Laboratório Senso InComum, que teve sua primeira edição lançada em janeiro de 2011 e foi produzida pela primeira turma do curso, em 2010. A produção desse jornal foi pensada como parte integrante do currículo do curso, inicialmente abrangendo as disciplinas de "Projeto Interdisciplinar em Comunicação IV" (PIC IV), "Planejamento Gráfico", "Jornalismo Impresso" e "Jornalismo Opinativo", durante o quarto período.
 
A ideia inicial era produzir um jornal voltado para a comunidade acadêmica. Assim, os alunos propuseram o formato utilizado até hoje: um jornal feito por alunos, para alunos.
 
Em 2011, o projeto expandiu para o Programa de Bolsas de Graduação (PBG) e passou a contar com dois bolsistas. A mudança permitiu que a produção fosse constante durante todo o ano, uma vez que o curso é anual e as disciplinas relativas à produção do Senso InComum só acontecem no segundo semestre.
 
A professora Ana Spannenberg, primeira coordenadora do jornal como projeto, conta que, além dos bolsistas, havia muitos alunos colaboradores, que produziam matérias e ajudavam na sugestão de pautas. Esse projeto está ativo até hoje, sob a coordenação do professor Nuno Manna.
 
A partir de 2016, o curso de Jornalismo sofreu uma mudança no currículo e as disciplinas que passaram a compor a produção do Senso foram "Edição em Jornalismo" e "Oficina de Fotografia", e as já presentes anteriormente "Jornalismo Impresso" e "PIC IV". Foi nessa formação que se deu o trabalho premiado.
 
Raquel Timponi, que ministrou as disciplinas de "Edição em Jornalismo" e "PIC IV", conta que o processo de produção durante o semestre 2018/2 foi uma novidade: “Nós levamos uma proposta deles não fazerem um jornal apenas de notícias variadas, mas que pudesse também contemplar um jornal temático e um caderno especial”, detalha a professora.
 
O prêmio em questão foi, justamente, para o caderno especial. A docente conta que a temática geral foi sugerida e votada pelos alunos, que optaram por tratar a ditadura na região de Uberlândia. Uma das estudantes envolvidas no processo, Eduarda Yamaguchi menciona que a temática surgiu a partir do cinquentenário do Ato Institucional nº 5, decreto promulgado em 1968, durante o período da ditadura. A ideia era fazer deste caderno uma grande reportagem.
 
Ela também relata que, durante o congresso, houveram muitos comentários sobre a dificuldade de se tratar o tema e questionamentos a respeito de como conseguiram “questionar o que era inquestionável”, nas palavras de Yamaguchi. Para ela, o prêmio representa todo o trabalho de produção e formação dos alunos como jornalistas e como seres humanos.
 

Eduarda Yamaguchi, representante da reportagem 'Confidências sob ditadura'. (Foto: Fernanda Torquato)

 

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