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10/09/2019 - 11:58 - Atualizado em 10/09/2019 - 11:58
Grupo nascido na UFU apresenta peça sobre exílio e ditadura
Espetáculo ‘Flores Arrancadas à Névoa’ volta a cartaz no Circuito Independente do Teatro de Uberlândia, com duas sessões no próximo fim de semana
por Autor: 
Hermom Dourado

Encontro ocasional em uma estação de trem une as vidas das duas exiladas que são personagens da peça. (Foto: Thaneressa Lima)

Formado por atrizes, atores e professoras do curso de Teatro da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o grupo Flores de Teatro é o responsável pela montagem de “Flores Arrancadas à Névoa”. A peça foi contemplada em 2015 pelo edital do Programa Institucional de Apoio à Cultura (Piac) e percorreu em 2017 as cidades de Ituiutaba, Monte Carmelo e Patos de Minas. Já no ano passado foi selecionada por meio do Edital 68 Cultural da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Uberlândia (Adufu), integrando o evento “Memórias e Esquecimentos: 50 anos de 1968”, com apresentações no Palco de Arte em Uberlândia.

Dirigida por Ana Carneiro e com recomendação para público a partir de 12 anos , o espetáculo agora está integrando a programação do Circuito Independente do Teatro de Uberlândia (Citu) e terá apresentações nos próximos dias 14 e 15, às 19h, na sede do Grupontapé – Rua Tupaciguara, 471. Os ingressos estarão disponíveis na bilheteria do local, por R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (para estudantes, idosos, artistas de qualquer natureza e pessoas que apresentarem o folder do espetáculo).

O Citu é uma iniciativa de formação de público e espectador realizada de modo totalmente independente pelos artistas locais, que tem como foco compor uma grade de programação contínua e diversificada para a cidade. O circuito começou em maio deste ano e segue até dezembro, como uma peça diferente a cada final de semana.

 

Enredo

“Flores Arrancadas à Névoa” foi escrita por Arístides Vargas, um exilado que partiu de Mendoza, na Argentina, no ano de 1975, fugindo de um golpe militar que já tornara “desaparecidos” estudantes da Universidad de Cuyo, onde estudava. Por todo esse conhecimento e experiência, Vargas é um dramaturgo que possui como tema mais amplo o conceito de pátria e uma permanente e problematizadora reflexão sobre identidade e transterritorialidade. As questões do exílio, portanto, são pontuais e constantes em sua obra.

Fruto da amarga experiência pessoal do autor, a peça apresenta a trajetória de duas personagens que, assim como ele e como milhares de exilados latino-americanos que atravessam fronteiras, estão condenadas a viverem em uma névoa, fora de seus lugares, vagando, arrancadas de si mesmas, como expresso pela personagem Aída, quando esta diz que: “Não podemos voltar... somos gente e acima de tudo, estrangeiras: todos nos olham, é certo, como se olham os tontos, com certa vergonha e desprezo e ninguém nos quer ter em suas casas porque ninguém tolera nosso cheiro, porque falamos de outra maneira, porque somos negros, brancos, vermelhos, azuis, porém, sobretudo, porque somos pobres...”

 

Grupo

O Flores de Teatro surge no interior da UFU, com a realização da montagem “Flores Arrancadas à Névoa”. Sua origem é nos interesses e na aproximação dos trabalhos de pesquisa sobre teatro latino-americano e máscaras, realizadas pelas professoras Ana Carneiro e Vilma Leite. Fatores os quais somaram-se à tradução do texto feita por Luiz Carlos Leite, técnico de dramaturgia do curso de Teatro, à paixão pelo teatro que perpassa todos e os une à atriz Maria De Maria, convidada a integrar o grupo em 2016, e à temática da peça, pelos aspectos sócio-políticos nitidamente presentes no seu interior. Por último soma-se à cena o ator e técnico Luciano Pacchioni, que também cuida minuciosamente do aspecto sonoro da montagem.

Todo o seu desenvolvimento se fez por meio de um processo lento, longo e prazeroso, iniciado em 2015, que desde sempre contou com a parceria de estudantes e técnicos do curso de Teatro, tanto nos aspectos criativos da cena, como a movimentação corporal das atrizes e do ator mascarado, a concepção visual do espetáculo, a iluminação e a sonoridade da mesma, como no que diz respeito ao registro imagético das diferentes etapas do trabalho, por meio de fotos e vídeos. Todo esse trânsito entre as docentes-atrizes, os técnicos e os discentes é um verdadeiro processo de investigação que permite a interação e a troca de diferentes saberes, independentemente dos papeis iniciais de cada um dentro do contexto universitário.

 

Ficha técnica de "Flores Arrancadas à Névoa"

  • Texto: Arístides Vargas
  • Tradução: Luiz Carlos Leite
  • Direção: Ana Carneiro
  • Elenco: Vilma Campos, Maria De Maria e Luciano Pacchioni
  • Confecção da Máscara: Fernando Lillo
  • Figurinos: Letz Pinheiro
  • Cenografia: Edu Silva
  • Preparação Corporal: Ana Carolina Tannús
  • Iluminação: Luciano Pacchioni
  • Operação de luz: Mario Leonardo
  • Assistente de produção: Verônica Bizinoto
  • Produção: Maria De Maria
  • Fotografia: Thaneressa Lima
  • Registro videográfico: Alessandro Carvalho
  • Apoio: LIE, LICA, LAPET, LAACENICAS, CÊNICALUZ e ADUFU. 

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