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30/09/2019 - 15:37 - Atualizado em 15/10/2019 - 17:37
Marcos Pontes reconhece pioneirismo da UFU em tecnologias assistivas
Ministro foi um dos signatários do Acordo de Cooperação Técnica e Científica que elevou o Centro de Inovações Tecnológicas em Esportes Paralímpicos, iniciado em 2012 na Universidade Federal de Uberlândia, ao status de unidade de referência nacional
por Autor: 
Hermom Dourado

 

 

 

Os atletas de Uberlândia foram responsáveis por 27 das 308 medalhas conquistadas pelo Brasil na última edição dos Jogos Parapan-Americanos, em Lima, no Peru. Além de todo esforço e dedicação dos atletas e seus treinadores, este desempenho também é fruto das condições oferecidas a eles graças às ações de atores políticos e sociais. Entre eles, pode ser citado o Núcleo de Habilitação/Reabilitação em Esportes Paralímpicos da Universidade Federal de Uberlândia (NH/Resp), que foi criado em 2012 e transformado em Centro de Inovações Tecnológicas em Esportes Paralímpicos (Cintesp) em junho de 2018.

Passados 15 meses, na manhã desta segunda-feira (30/09), o núcleo ganhou um novo impulso, com a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica e Científica que originou o Cintesp.Br. Isto significa que o trabalho iniciado no Laboratório de Projetos Mecânicos da UFU – e, posteriormente, fortalecido por convênios firmados com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel) – agora é referência nacional no desenvolvimento de pesquisas e soluções voltadas ao paradesporto, bem como a proporcionar melhores condições de vida e saúde a deficientes físicos.

O documento foi assinado durante o Fórum Nacional Cintesp.Br e a Mostra de Inovações em Tecnologias Assistivas para Esportes e Saúde, que foram realizados na Arena Sabiazinho. Além do reitor da UFU, professor Valder Steffen, também subscreveram o documento as seguintes autoridades: astronauta Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Edson Cézar Zanatta, diretor da Futel; e o professor Cleudmar Amaral de Araújo, diretor-geral do Cintesp.Br – o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mizael Conrado, não pôde comparecer ao evento, mas também irá assinar o Acordo de Cooperação Técnica e Científica.

 

Declarações

Primeiro a discursar, Cleudmar Araújo ressaltou que este momento só está sendo possível por conta de trabalhos que foram iniciados em 2005, na Faculdade de Engenharia Mecânica da UFU, pelo professor Henner Alberto Gomide. “Foi o grupo liderado por ele quem deu início às pesquisas nesta área na nossa instituição. Agora, com este fórum, estamos vislumbrando a oportunidade de levar para fora dos muros da universidade as soluções inovadoras que temos desenvolvido em tecnologias assistivas. O grande objetivo é melhorarmos e otimizarmos estes protótipos e fazê-los chegar à sociedade”, resumiu.

Edson Zanatta sublinhou o apoio dado pela Futel a 151 paratletas uberlandenses, com estrutura de ginásios, academias e assistência de médicos e fisioterapeutas. Segundo ele, a meta é oferecer ainda mais respaldo para que os resultados positivos nas competições sejam cada vez mais frequentes e em maior número. Já o presidente da Câmara de Uberlândia, vereador Hélio Ferraz, fez questão de se apresentar como um ex-aluno da UFU e de demonstrar sua satisfação ao ver o fortalecimento das atividades de extensão, permitindo que os resultados das pesquisas cheguem à sociedade.

O representante do CPB na solenidade foi outro egresso da universidade anfitriã, na qual se formou em Educação Física e foi docente por mais de 35 anos. Uberlandense de nascimento e ocupando a função de diretor-técnico do comitê desde 2017, Alberto Martins da Costa comentou que a UFU foi a primeira instituição de ensino superior a receber pessoas com deficiência e a formalizar uma parceria com o CPB, há mais de 10 anos. “Também foi a primeira a ter sensibilidade para desenvolver pesquisas para que pessoas com deficiência pudessem desenvolver suas habilidades. Uberlândia é a primeira cidade do Brasil com 100% dos professores capacitados pelo programa do CPB. Queremos levar este trabalho a 100 mil professores brasileiros até 2025, sendo que já cumprimos 25% desta meta. O esporte é o principal instrumento de inclusão social, sobretudo quando se trata de pessoas com deficiência. É através dele que elas mostram suas capacidades, potencialidades e conquistam o direito à cidadania”, apontou, afirmando também que o CPB pretende fazer novas parcerias com as universidades federais visando à construção de 25 centros de treinamento paralímpicos em todo o país até o ano de 2025.

Os próximos três membros da mesa diretiva foram mais breves em suas falas. Secretário de Tecnologias Aplicadas do MCTIC, o brigadeiro Mauricio Ribeiro Gonçalves pontuou que a assinatura do acordo de cooperação comprova a vocação de Uberlândia para o paradesporto, bem como a intenção do ministério de fortalecer um plano nacional voltado às tecnologias assistivas. Já o deputado federal Zé Vitor observou que o Brasil está em 12º lugar em produções acadêmicas, porém ocupa apenas a posição de número 66 no ranking de inovações. Como membro da Comissão de Ciência e Tecnologia, ele se comprometeu a lutar no Congresso Federal por mais recursos para o financiamento de pesquisas como as que são realizadas no Cintesp.Br. O prefeito Odelmo Leão, por fim, elogiou o trabalho da UFU e se colocou à disposição dos atletas e treinadores.

Próximo a fazer o uso do microfone, Valder Steffen revelou que estava feliz por ter testemunhado a gravação de um vídeo do ministro Marcos Pontes anunciando a liberação de recursos para o pagamentos de bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Aproveitando o fato de estar no mesmo local em que na última sexta-feira (27/09) foi realizada a abertura de mais uma edição da Olimpíada Universitária, o reitor “desafiou” a pró-reitora de Assistência Estudantil, Elaine Calderari, a incluir modalidades paradesportivas na programação de 2020.

“Somando desde os alunos da Escola de Educação Básica (Eseba), das mais de 90 graduações e mais de 50 pós-graduações, temos cerca de 30 mil estudantes em um raio que vai de Ituiutaba a Patos de Minas, ou seja, do Pontal do Triângulo Mineiro ao Alto Paranaíba. Por isso, a universidade se consolidou como um importante vetor de desenvolvimento regional, com fortes compromissos tanto no tripé de ensino, pesquisa e extensão, quanto no aspecto da inovação, no qual atuam a Agência Intelecto e uma incubadora de empresas. Certamente, os protótipos criados e desenvolvidos no Cintesp.Br vão proporcionar muitos benefícios tanto aos atletas quanto à sociedade como um todo”, vislumbrou o reitor.

O ministro Marcos Pontes encerrou os pronunciamentos, endossando as afirmações dos que o antecederam e citaram o pioneirismo da Universidade Federal de Uberlândia nas pesquisas de tecnologias assistivas. “Este documento que assinamos hoje representa uma ideia que é importante não apenas para as pessoas que vão se beneficiar diretamente, e sim para todo o país. Entre os fatores listados na missão do MCTIC, temos a necessidade de ampliar as atividades para além da política e chegando aos produtos finais, gerando conhecimentos e riquezas para o Brasil e contribuindo para a qualidade de vida das pessoas. Entre os nossos valores, temos a ‘compaixão’, que é algo muito diferente de ‘pena’. Significa querer se colocar no lugar das pessoas que têm determinado problema para buscarmos as soluções para ele. Os atletas paralímpicos nos dão muitos exemplos de garra, de perseverança e de que é possível superar todas as dificuldades. Os trabalhos desenvolvidos aqui em Uberlândia e em exposição nesta mostra comprovam o potencial da ciência e da tecnologia como ponta de lança nesta busca pela inclusão social”, enfatizou.

 

Homenagens

O cerimonial do evento também foi marcado pelo reconhecimento aos atletas que transformaram Uberlândia na cidade recordista de medalhas no Parapan 2019. Ao todo, 19 atletas e seis treinadores receberam um diploma de Mérito Esportivo chancelado pelo MCTIC e pelo Cintesp.Br.

 

 

Além deles, dois jovens uberlandenses também tiveram seu momento de protagonismo. Lucio Kendy Moura Yoshida, de 8 anos, recebeu o certificado de embaixador mirim do Cintesp.Br. Já Gabriel Freitas Costantim, aluno do 9º ano do Ensino Fundamental na Eseba, foi agraciado pelo diploma da medalha de ouro conquistada na 14ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBMEP). As duas distinções foram entregues pelo ministro Marcos Pontes.    

 

 

 

Terminadas as homenagens e algumas apresentações técnicas, os componentes da mesa puderam caminhar pela Arena Sabiazinho e conhecer os 37 equipamentos expostos na mostra de inovações tecnológicas assistivas voltadas para a saúde e o esporte desenvolvidas no Cintesp.Br e seus parceiros.

 

 >>> Leia também:

UFU é referência nacional em inovações tecnológicas para o esporte paralímpico

 

 

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