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06/11/2019 - 13:25 - Atualizado em 11/11/2019 - 14:28
Você tem dor de cabeça quando toma vinho?
Pesquisadores do Campus Patos de Minas explicam o motivo
por Autor: 
Portal Comunica UFU
Por: 
Líbia Diniz Santos*

O portal Comunica UFU publica nesta semana uma série de textos produzidos durante o curso de extensão de Divulgação Científica, promovido em outubro e novembro pela Diretoria de Comunicação Social (Dirco) e pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Os textos são de autoria dos alunos do curso, orientados por jornalistas da UFU que fazem parte da equipe de palestrantes. Este terceiro foi escrito pela professora Líbia Diniz Santos.

Dor de cabeça pode estar relacionada a compostos orgânicos chamados aminas (Foto: Freepik)

O vinho tinto é uma bebida alcoólica obtida da fermentação do mosto (termo utilizado em vinicultura para se referir ou sumo ou suco) de uvas frescas, sendo muito apreciado por apresentar características únicas obtidas durante o processo de vinificação e envelhecimento. Sempre é consumido em momentos de comemoração, mas várias pessoas, no outro dia, sentem-se mal com a famosa dor de cabeça.

Aquela dor de cabeça pode estar relacionada a compostos orgânicos chamados aminas, encontrados na bebida. Uma delas é conhecida como tiramina, uma amina biogênica que pode estar presente e exercer efeitos tóxicos e farmacológicos, como enxaqueca, vômito, diarreia e elevação da frequência cardíaca. Essa amina pode estar naturalmente presentes em vinhos tintos ou serem formadas durante a fermentação das uvas ou também durante o período de estocagem da bebida.

 

Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Caldas (MG), com quem os pesquisadores da UFU têm parceria (Foto: arquivo da pesquisadora)

 

Uma pesquisa do curso de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no Campus Patos de Minas, desenvolve uma tecnologia de determinação eletroanalítica dessa amina em vinhos, com custo e tempo bem menores do que encontrados atualmente. Os responsáveis pelo estudo são os professores Líbia Diniz Santos e Diego Leoni Franco e a mestranda Amanda Gonçalves da Silva.

Assim, com a determinação dessa amina, o processo de fermentação poderá ser controlado para diminuir a quantidade dela encontrada nos produtos finais, garantindo o prazer em consumir a bebida sem inconvenientes.

 

Professora Líbia Diniz Santos e a aluna Amanda Gonçalves da Silva durante o Simpósio Nacional de Bioprocessos e o Simpósio de Hidrólise Enzimática de Biomassas em Uberlândia (Foto: arquivo da pesquisadora)

*Líbia Diniz Santos é professora do curso de Engenharia de Alimentos do Campus Patos de Minas

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