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27/05/2020 - 17:19 - Atualizado em 02/06/2020 - 19:01
Com parcerias internacionais, Núcleo de Tecnologia Assistiva da UFU é referência na área
Estabelecido em 2014, o NTA é vinculado à Faculdade de Engenharia Elétrica
por Autor: 
Jhonatan Dias

Reunião do Núcleo de Tecnologia Assistiva em 2018. (Foto: Acervo do pesquisador).

“Ano passado, o pai de uma criança nos procurou. A filha dele tem uma síndrome rara, que afeta o movimento. Hoje, ela opera o computador com o movimento dos olhos, graças à tecnologia que a gente disponibilizou, e ela brinca com os jogos do computador com o irmão. O pai dela agradeceu pelo nosso trabalho, porque ficou emocionado pelo momento.”

Este relato do professor Eduardo Lázaro Martins Naves, da Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia (Feelt/UFU), mostra um dos motivos pelo qual o docente buscou implantar o Núcleo de Tecnologia Assistiva (NTA-UFU): poder ajudar as pessoas por meio da tecnologia. O núcleo é formado por pesquisadores (de graduação e pós) de diversas áreas da engenharia e da saúde, professores e colaboradores voluntários. Atualmente, o grupo é composto por sete docentes e 13 alunos. Os pesquisadores já publicaram cerca de 22 artigos em periódicos renomados.

O objetivo do núcleo é desenvolver projetos para a reabilitação e o apoio das pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida e idosos. Naves explica que muitas pessoas se enganam ao achar que tecnologias assistivas atendem somente às pessoas com deficiência, uma vez que o espectro é muito mais amplo.

O NTA-UFU iniciou as atividades em 2014, após o projeto de criação ser aprovado por um edital da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social, vinculada ao então Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Dessa forma, o grupo compõe a Rede Brasileira de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva. O incentivo à criação desses núcleos é uma das conquistas do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Plano Viver sem Limite, instituído em 2011.

Naves é professor da UFU desde 2006 e, em 2009, fez pós-doutorado no Laboratório de Bioengenharia da Universidade de Lorraine, na França. Isso motivou o professor a trazer para a UFU mais pesquisas na área. A troca de conhecimentos entre os dois países continua até hoje no núcleo, por meio do programa Brafitec, que faz o intercâmbio de estudantes brasileiros e franceses.

O docente já orientou cerca de 50 trabalhos, entre iniciações científicas, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Para ele, a participação de profissionais de diversas áreas é essencial. “Se ficarmos apenas dentro do laboratório, imaginando tecnologias, muito provavelmente não vamos atender o usuário [e as suas demandas]. Então, precisamos de proximidade com os profissionais de saúde, que são responsáveis pela reabilitação das pessoas. Inclusive, nada melhor do que o próprio usuário opinar sobre o desenvolvimento das tecnologias”, afirma.

Recentemente, o professor aprovou um projeto de extensão pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc/UFU) em primeiro lugar. Nomeado “Difusão de tecnologias assistivas para inclusão de pessoas com deficiência”, o projeto oferece uma bolsa a uma aluna de graduação para fazer a divulgação dos produtos do NTA em eventos, como o "Vem pra UFU", e também nas instituições de apoio para pessoas com deficiência.

Apesar das dificuldades de transferência das tecnologias para a população, Naves explica o motivo de ter escolhido essa área para dedicar a sua carreira de cientista: “A satisfação de ver uma pessoa realizando uma atividade que ela não conseguia anteriormente, auxiliada por um dispositivo tecnológico, não tem preço. É realmente empolgante e estimulante trabalhar com essa área, que impacta diretamente a vida de uma pessoa. Isso que me motiva a trabalhar nessa área.” Abaixo, estão algumas tecnologias desenvolvidas pelo NTA. Para mais informações, acesse o site www.nta.ufu.br.

 

EDiTH – EMG - Sistema de comunicação aumentada e alternativa (CAA) acionado por meio de contrações de músculos faciais. Parceria entre a Universidade Federal de Uberlândia e a Universidade de Lorraine, França, com auxílio CAPES/COFECUB. (Foto: Arquivo NTA)

Simulador EWATS - Simulador para treinamento da condução de cadeira de rodas motorizada em ambiente virtual a partir de joystick, comandos de músculos da face ou através dos olhos. (Foto: Arquivo NTA)

Eyes2Talk - Mouse controlado pelo movimento dos olhos (sinais eletrooculográficos). (Foto: Arquivo NTA)

Dispositivos anticolisão - Bengala e óculos anticolisão para apoio à locomoção de pessoas com deficiência visual. (Foto: Arquivo NTA)

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