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04/05/2020 - 11:12 - Atualizado em 06/05/2020 - 09:51
Físicos da UFU avaliam quais máscaras são mais eficientes contra coronavírus
Testes em 15 materiais mostraram capacidade de filtrar ou não aerossóis que carregam contaminantes
por Autor: 
Diélen Borges

 

 

Se puder, não saia de casa; mas se sair, use máscaras. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a disseminação do novo coronavírus modificou a nossa rotina, mas será que toda máscara protege de verdade? Para responder a essa pergunta, os professores Maurício Foschini e Adamo Ferreira Gomes do Monte, do Instituto de Física da Universidade Federal de Uberlândia (Infis/UFU), avaliaram a eficiência de 15 tipos de máscaras. Os testes foram feitos durante a última semana, no Laboratório de Imagem e Fotônica, no Campus Santa Mônica.

O estudo ainda não foi publicado em periódico científico, mas, segundo os pesquisadores, os testes revelaram que as máscaras N95, as cirúrgicas e as de algodão são as mais eficientes. Embora o filtro de papel tenha apresentado boa retenção de partículas, seu uso não é indicado para prevenir a Covid-19, porque a vedação lateral da máscara feita com esse material é ruim e a umidificação é rápida.

 

Teste com máscara de confeiteiro mostra grande passagem de aerossol, o que significa que esse tipo de máscara tem baixa eficiência (Imagem: arquivo dos pesquisadores)

 

Até o momento, a ciência considera que o coronavírus pode "flutuar" por meio de aerossóis, que são partículas muito pequenas que ficam suspensas no ar, como as gotículas de saliva. Por isso, as máscaras podem evitar a propagação do vírus. "Acredita-se que, bloqueando o aerossol, você bloquearia a maior parte dos contaminantes, porque o contaminante precisa de um veículo", explica o professor Monte.

Para testar quais máscaras conseguem fazer esse bloqueio efetivamente, os pesquisadores da UFU produziram, em laboratório, um fluxo constante de aerossol, utilizando uma máquina (um nebulizador piezoelétrico), e observaram a propriedade de espalhamento de luz desse aerossol. 

Os cientistas fotografaram as micropartículas antes da máscara, atravessando a máscara e depois da máscara. As imagens foram coletadas e gravadas em um laboratório de imagem. Os físicos processaram essas imagens e obtiveram a quantidade de partículas por milímetro quadrado. A partir disso, eles elaboraram uma tabela, classificando os tipos de máscaras de acordo com a de proteção, desde a eficiência "muito alta" até a "muito baixa". Confira abaixo.

 

 
 
 
 

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