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24/06/2020 - 11:02 - Atualizado em 25/06/2020 - 15:48
E como estão os animais que vivem no campus?
Mesmo sem atividades presenciais, programa de extensão continua cuidando dos nossos companheiros
por Autor: 
Naiara Ashaia

Sandra Santiago: 'Os animais são nossos irmãos e companheiros de jornada'. (Foto: Alexandre Costa):

Os campi da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) não são apenas frequentados por servidores e alunos. Em todos eles, há alguns moradores que nos recebem diariamente: os animais. Eles são nossos companheiros no momento de café no Centro de Convivência, no descanso na arquibancada do 5S ou pelas ruas dos campi.

Estamos todos com saudades dos cães Pirata e Sandra, dos gatos e dos pássaros que vivem nos campi, e preocupados também. Mas você sabia que existe um programa na universidade destinado a cuidar deles?

O Programa Institucional de Extensão “Cuidado Integral de Animais” (PetCare) foi institucionalizado em agosto de 2019, em parceria entre a Prefeitura Universitária (Prefe) e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc). De acordo com o pró-reitor da Proexc, Hélder Eterno da Silveira, o PetCare consiste na captação de propostas e ações de extensão voltadas a esclarecer a população quanto aos maus-tratos dos animais e quanto ao abandono e cuidados necessários com eles. Essas iniciativas são desenvolvidas tanto em frentes acadêmicas quanto administrativas. “Do ponto de vista acadêmico, temos ações com estudantes da universidade junto da comunidade e com docentes interessados no trabalho. Além disso, temos o Fórum de Cuidadores e Protetores de Animais”, conta.

Ao falar sobre os cuidados com os animais, a professora Ana Bonetti, do Instituto de Biotecnologia, relata que há seis cães no Campus Umuarama, em Uberlândia, e que todos eles estão castrados e vacinados - sendo que cada um tem até a sua Carteira de Vacinação. Além disso, eles são vermifugados, recebem fármaco para evitar pulgas e carrapatos e têm assistência veterinária imediata, quando necessário. O PetCare também estabeleceu ações para evitar o abandono: “A Prefeitura Universitária instalou câmeras nos campi para registro e denúncia sobre os abandonos”, relata.

A professora começou o cuidado com os animais em 2008, quando voltou de seu pós-doutorado e notou como os animais abandonados no campus ficavam perdidos e mal cuidados. “Nossos cães são seres indefesos, carentes, que sofreram a dor do abandono. Eles merecem nosso respeito, carinho e proteção. Aqui, no Campus Umuarama, eles recebem isso dos funcionários em geral e dos alunos”, declara Bonetti.

Já a docente Sandra Santiago, da Faculdade de Educação, comenta que o programa PetCare foi criado porque, além da necessidade de cuidados integrais aos animais, era preciso realizar o controle populacional nos campi da universidade e erradicar a prática de maus-tratos e abandono. Conforme ela, outra proposta do programa é gerar o interesse e envolvimento da comunidade da UFU para que a universidade “possa dar sua contribuição como instituição de natureza científica e pedagógica quanto à causa animal também”. A professora destaca, ainda, que não há apenas cães no campus. “Temos pássaros menores, gatinhos, morcegos, corujas, quero-quero e até gaviões. Precisamos entender e praticar o respeito e o cuidado com relação a esta cadeia da qual fazemos parte”, completa.

Santiago também conta que no Campus Santa Mônica, em Uberlândia, há alunos, professores e técnicos que são colaboradores nos cuidados de alimentação, higiene e saúde dos animais. “A presença deles em nossas vidas nos leva a experiências de elevação das nossas qualidades humanas; aprendemos a nos humanizar no convívio com os animais, embora isso possa parecer contraditório”, acredita.

 

E durante o isolamento?

Mesmo durante a suspensão das atividades presenciais, os animais dos campi continuam sendo acompanhados. (Foto: Marco Cavalcanti)

As aulas e atividades acadêmicas da UFU estão suspensas desde 18 de março. Com isso, a movimentação nos campi diminuiu muito. Porém, os animais continuam ali.

O pró-reitor Hélder Silveira destaca que é importante cuidar dos pets que estão no campus para manter a saúde pública e para garantir o direito deles à saúde e aos cuidados. “Durante a quarentena, os animais estão sendo tratados com alimentos e acompanhados pelos cuidadores, diariamente. O trabalho permanece, mesmo neste tempo”, aponta.

No Campus Umuarama, há seis pessoas cuidando dos animais. “A fome não faz quarentena; alimentamos os cães todos os dias”, afirma Ana Bonetti. Para ela, a importância de cuidar deles é a mesma importância de cuidar de uma pessoa: “É uma vida; a compensação que você tem é a retribuição com um amor incondicional.”

Sandra Santiago informa que os animais que vivem no Santa Mônica também permanecem sendo cuidados, mesmo em meio à quarentena: “Continuo o trabalho, entendendo que esta é uma atividade essencial”, resume. A professora relata que os funcionários do campus auxiliam para que os cuidados continuem. Fora isso, alunos entram em contato com ela para saber como os animais estão nesse período sem atividades.

Santiago frisa que é necessário que a comunidade entenda as limitações dos voluntários e que também se empenhe em cuidar dos animais. “Tenhamos sempre em mente que um animal nunca nos abandonaria”, finaliza.

 

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