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24/07/2020 - 09:44 - Atualizado em 29/07/2020 - 13:09
UFU integra maior estudo sobre evolução e disseminação do coronavírus no Brasil
Pesquisa foi publicada na revista Science nesta quinta-feira (23/07)
por Autor: 
Diélen Borges

 

A cientista da UFU que integra o estudo é a mestranda Giulia M. Ferreira (Foto: Arquivo da pesquisadora)

O novo coronavírus (SARS-Cov-2) teve mais de 100 introduções diferentes no Brasil, que aconteceram principalmente em cidades que recebem voos internacionais, como Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP). A maioria (76%) teve origem europeia e passou por uma mutação proteica associada à forma mais grave da Covid-19. 

Essas informações foram obtidas a partir do sequenciamento de 427 genomas do novo coronavírus, com amostras colhidas de pacientes positivos para SARS-CoV-2 entre os meses de março e abril de 85 municípios brasileiros. O trabalho foi feito por pesquisadores de 15 instituições brasileiras, entre elas, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), e britânicas, como a Universidade de Oxford. A pesquisa foi publicada na revista Science nesta quinta-feira (23/07).

A cientista da UFU que integra o estudo é a mestranda Giulia M. Ferreira, vinculada ao Laboratório de Virologia e ao Programa de Pós-Graduação em Imunologia e Parasitologia Aplicadas, do Instituto de Ciências Biomédicas. Ela contribuiu com a parte experimental, realizada no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo.

Segundo os pesquisadores, trata-se do maior estudo de vigilância genômica do SARS-CoV-2 na América Latina. Eles combinaram dados genômicos, epidemiológicos e de mobilidade humana para investigar a transmissão em diferentes escalas e o impacto das medidas de intervenção não farmacêuticas no controle da epidemia no Brasil.

O estudo revelou que as medidas de isolamento social ajudaram a diminuir as taxas de transmissão. Antes, uma pessoa transmitia o vírus, em média, para outras 3; depois do isolamento, essa média caiu para 1 a 1,6. Porém, essa redução não foi suficiente para conter a disseminação do vírus pelo país.

A pesquisa começou com uma atividade do Centro de Genômica e Epidemiologia de Arbovírus entre pesquisadores brasileiros e britânicos e se estendeu a outras instituições. O trabalho foi desenvolvido com o apoio da Fapesp, Fapemig, Faperj, MRC, Wellcome Trust, MCTIC, Finep, Capes, CNPq, INCT.

 

Rotas de disseminação do vírus na primeira e segunda ondas de dispersão (Foto: Reprodução/Science)

 

Clique na imagem para ler o artigo completo (Foto: Reprodução/Science)

 

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