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10/09/2020 - 09:52 - Atualizado em 18/09/2020 - 15:31
CNPq e empresas financiam pesquisas inovadoras na UFU
Serão distribuídas 20 bolsas na pós-graduação e 60 na Iniciação Tecnológica e Industrial com investimentos de mais de R$ 2 milhões
por Autor: 
Marco Cavalcanti

Carvalho: 'Os projetos propostos são de pesquisa, mas com 'vetores' no empreendedorismo e na inovação' (foto: Marco Cavalcanti)

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) será contemplada com R$ 2.193.120,00 no âmbito do Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação (MAI/DAI) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O RESULTADO DA CHAMADA foi divulgado no último dia 28 de agosto.

O MAI/DAI busca fortalecer a pesquisa, o empreendedorismo e a inovação nas Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), por meio do envolvimento de estudantes de graduação e de pós-graduação em projetos de interesse do setor empresarial, mediante parceria com empresas, chamadas Empresas Parceiras.

A UFU vai receber 10 bolsas de doutorado, outras 10 de mestrado e 60 de Iniciação Tecnológica e Industrial, totalizando um investimento de R$ 1.893.120,00 do CNPq e mais R$ 300 mil das empresas parceiras.

Nesse programa, os bolsistas de mestrado e de doutorado desenvolverão seus projetos como estudantes regulares em curso de pós-graduação existente, devendo ter um orientador acadêmico e um supervisor junto à Empresa Parceira, à qual o projeto de mestrado/doutorado estará relacionado.

Cada pesquisa de mestrado/doutorado deverá contar com o envolvimento de bolsistas de iniciação tecnológica matriculados em curso de graduação, que acompanharão o projeto de  dissertação/tese. Eles também poderão dar suporte a outros projetos de pesquisa, desde que sem prejuízo ao MAI/DAI a que estarão vinculados.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UFU, Carlos Henrique de Carvalho, afirma ser importante a reunião de uma série de programas de pós-graduação que permitiu a transversalidade, possibilitando um projeto integrado da Universidade Federal de Uberlândia. “A UFU conseguiu colocar à mesa vários coordenadores de programas de pós-graduação e fechar uma proposta”, comemora.

Nesta chamada do MAI/DAI participam os seguintes Programas de Pós-graduação da UFU: Genética e Bioquímica (PPGGB), Ciências da Saúde (PPCSA), Mestrado profissional em Ciências da Saúde (MPCS), Ciências Veterinária (PPGCV), Engenharia Química (PPGEQ), Agricultura e Informações Geoespaciais (PPGAIG/Campus Monte Carmelo), Agronomia (PPGAGRO), Engenharia de Alimentos (PPGEA), Qualidade Ambiental (PPGMQ), Odontologia (PPGO) e Engenharia Biomédica (PPGEB).

Carvalho afirma que priorizar propostas institucionais em detrimento de propostas individuais já é uma tendência mundial nas agências de fomento e que “agora estamos incorporando na nossa forma de fomento”.

“Eu imagino que, a partir dessa experiência, nós possamos desenvolver muitas outras. Aliás, se a gente pensar no teor de institucionalidade, não é a primeira. O Print (o projeto de internacionalização, que nós aprovamos no final de 2017 e início de 2018) já foi assim. Ele não é um projeto individual, das pessoas, dos pesquisadores ou dos programas de pós-graduação. É um projeto da universidade. Esse também [MAI/DAI] é um projeto da universidade. Não é A, B, C ou D que são contemplados. É a UFU que foi contemplada”, reforça o docente.

Os projetos envolvidos na proposta enviada ao CNPq, informa a Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação, apresentam como aspecto comum a elevada capacidade de transferência de tecnologia com potencial de produção de patentes de processos e produtos de impacto econômico.

A redução de custos de operação, instalação e manutenção em processos existentes, a valorização de produtos com o incremento da inovação tecnológica, a redução e/ou substituição de insumos de maior custo econômico e ambiental são aspectos comuns apontados nos subprojetos.

As tecnologias a serem desenvolvidas também preveem uma redução dos impactos ambientais, seja por meio da melhoria de processos existentes ou pela proposição de novos processos e produtos.

Os projetos propostos são de pesquisa, mas com “vetores” no empreendedorismo e na inovação, resume Carvalho. Para ele, a universidade não precisa dizer mais o que produz, mas, sim, como criar um nexo articulador entre o desenvolvimento científico e a inovação e o empreendedorismo que essa inovação pode motivar.

“Acho que esse é um ponto de fundamental importância a ser ampliado em termos de ações que o CNPq, a própria Fapemig [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais] e a Finep [Financiadora de Estudos e Projetos], vão realizar para os próximos anos. Acho que esse é um dos núcleos fundamentais de todo o projeto de financiamento da pesquisa brasileira nos próximos editais de uma maneira geral”, prevê.

As empresas parceiras são: Lima e Pergher Ind. e Com. S/A, Imunoscan Engenharia Molecular Ltda., DESPA – Desenvolvimento em Projetos de Automação, Mosaic Fertilizantes RFS Consulting (Evonik), Klabin S/A, NOOA Ciência e Tecnologia Agrícola Ltda., Agrícola Wehrmann Ltda., Produtor Rural Decio Bruxel e Outros, H.T.M. Com. e Laboratórios de Corretivos do Solo Ltda., JJGC Indústria e Comércio de Materiais Dentários S/A, M.R.A. - Indústria de Equipamentos Eletrônicos Ltda. e Embryocell.

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