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15/10/2020 - 14:58 - Atualizado em 19/10/2020 - 14:43
A questão estética na luta contra o câncer de mama
Cirurgia plástica custeada por hospitais públicos e planos privados pode ajudar na recuperação emocional de pacientes, explica TCC do curso de Direito
por Autor: 
Rodrigo Sousa

Foto: Freepik

Hoje, os seios são preservados o máximo possível e a cirurgia plástica de reconstrução de mama também pode ser solicitada pela paciente (Imagem: Freepik)

 

Descobrir uma doença como o câncer pode ser chocante, mas a campanha mundial do Outubro Rosa vem, ao longo dos anos, se mobilizando para ajudar a divulgar dados preventivos contra o câncer de mama e lutando por direitos como o atendimento médico e o suporte emocional. Para 2020, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima cerca de 316 MIL NOVOS CASOS DE CÂNCER ENTRE MULHERES, sendo que 29,7% (66 mil, em média) seriam de mama, percentual maior que a média mundial calculada em 2018, de 24,2%.

Quando identificado o tumor ou grande risco de desenvolvimento de um, mulheres podem recorrer à saúde pública ou privada. Ambos os setores cobrem a MASTECTOMIA, procedimento de retirada parcial ou total das mamas. Hoje, com novos estudos, técnicas e visando ao bem-estar da paciente, os seios são preservados o máximo possível. Além disso, a cirurgia plástica de reconstrução de mama também pode ser solicitada pela paciente, que possui o direito legal de ter suas vontades estéticas atendidas, o que não era comum no passado. 

O advogado Gabriel Crovato, ex-aluno da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que desenvolveu o trabalho de conclusão de curso que discute A OBRIGAÇÃO DO CUSTEIO DE TRATAMENTOS ESTÉTICOS PELOS PLANOS DE SAÚDE, conta: “Antigamente acontecia de, por exemplo, uma mulher ter um tumor na mama esquerda e o plano de saúde realizar a mastectomia somente nessa mama esquerda. Após isso, reconstruir apenas a mama operada, colocando uma prótese no lugar da que foi retirada. Isso poderia causar assimetria entre os seios e criar um conflito emocional à paciente, da maneira como ela se sente, e de como os outros vêem ela. Hoje é diferente, os planos também cuidam do bem-estar da paciente, mas isso é uma vitória recente”. Desde 2013, segundo o INSTITUTO ONCOGUIA, a mastectomia e a cirurgia reparadora podem ser realizadas no mesmo procedimento cirúrgico, se houver condições técnicas para isso.

Foi o que aconteceu com Kátia Louro, dona de casa de 53 anos. Descobriu o tumor ainda em fase inicial, por meio de uma mamografia, e realizou tanto a mastectomia parcial quanto a cirurgia plástica pelo plano privado. “Fiz a plástica para fazer alinhamento das mamas, pois ficaram diferentes. A cirurgia reparadora foi muito importante pra mim, melhorou muito minha autoestima, virei outra pessoa!”, declara.

Quando a cidadã tem direito - e realiza - uma cirurgia plástica correta após ter que lidar com as dores de uma doença, podem ser minimizadas as preocupações com a aparência imposta pela sociedade. O ideal é que a paciente finalize os processos cirúrgicos se sentindo confiante em relação ao próprio corpo.

Com a pedagoga Patrícia Oliveira, 55 anos, foi diferente. “Quando recebi a notícia do câncer, meu primeiro pensamento foi minha filha, que tinha 10 anos na época. Melhorar pra cuidar dela. Esse instinto de mãe.” Após realizada a mastectomia e o acompanhamento pós-cirúrgico com suporte físico e mental, providos pelo plano de saúde, não sentiu necessidade de realizar a cirurgia reparadora. “Eu não fiz, mas foi escolha minha. Foi até um pouco por causa da minha idade. Eu não quis, mas acho que o mais importante é poder contar com o serviço e ser escolha sua querer realizar o procedimento reparador ou não”, conclui.

Crovato, que também é formado em Ciências Humanas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), dá ênfase à questão estética, e como ela pode ser um fator facilitador para recuperação do trauma: “A saúde estética é ligada à saúde mental. Hoje o entendimento é de que a mastectomia é apenas uma parte do tratamento, que possui diversas fases. Primeiro é tratado o tumor, depois vem o tratamento reparador, que cuida da estética e do psicológico da paciente, que são questões vistas como essenciais hoje por saúde pública e planos privados.” A fase final é o acompanhamento. Participação de família, parceiro/a e amigos para que a paciente receba atenção e se sinta amada é fundamental.

 

Você conhece outras pesquisas da UFU sobre câncer de mama e do colo do útero? Gostaria de divulgá-la nos canais de comunicação da universidade? Envie sua sugestão de pauta por aqui: www.comunica.ufu.br/divulgacao

 

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