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18/11/2020 - 10:35 - Atualizado em 19/11/2020 - 16:37
Pesquisa da UFU sobre avaliação de tremores da doença de Parkinson recebe prêmio
Estudante ficou em 2º lugar na categoria Iniciação Científica em congresso da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica
por Autor: 
Jhonatan Dias

Apresentação virtual de Viviane Lima no 27º Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica.

 

Viviane Lima estuda Engenharia Biomédica na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Durante a iniciação científica, a aluna investigou como o ato de desenhar senoides - as ondinhas - pode ser monitorado por computadores  para avaliar os tremores das pessoas com a doença de Parkinson. Pelo seu trabalho, Lima garantiu o 2º lugar no PRÊMIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica.

A PESQUISA foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os professores Adriano de Oliveira Andrade e Adriano Alves Pereira, da Faculdade de Engenharia Elétrica (Feelt/UFU), supervisionaram o trabalho.

A doença de Parkinson é neurológica e afeta os movimentos dos indivíduos. “Ela pode causar tremores, lentidão, rigidez muscular, desequilíbrio e alterações na fala e na escrita. A doença ocorre por causa da degeneração das células situadas na região chamada substância negra no cérebro”, informa o MINISTÉRIO DA SAÚDE.

“Devido à pandemia, não houve coleta de dados presencialmente. Eu usei os desenhos que já foram coletados por outra pesquisadora, na base de dados de uma TESE DE DOUTORADO, para fazer a pesquisa”, explica Lima. Na tese de Ana Paula Silva, 22 voluntários foram avaliados, com aprovação do comitê de ética. Foi colocado um sensor inercial - um aparelho que capta o movimento - na mão de cada um para registro.

Com o auxílio da visão mais objetiva dos computadores, a frequência, a interrupção, os tremores e a trajetória dos desenhos da onda ficam mais identificáveis. O sensor ideal não deixaria passar um risco fora do lugar. Dá até para comparar os indivíduos que têm Parkinson e os que não têm. Além disso, a ferramenta pode ser usada  para avaliar o progresso de um paciente acometido por dificuldades no movimento das mãos que esteja em tratamento.

“O TREMSEN é o aparelho que faz a coleta dos dados. Ele já é patenteado e foi desenvolvido no Núcleo de Inovação e Avaliação Tecnológica em Saúde (NIATS/UFU). A ideia do exame é simples para que em qualquer clínica seja possível coletar os dados do movimento”, afirma Lima.

 

Tremsen patenteado pelo Núcleo de Inovação e Avaliação Tecnológica em Saúde. (Foto: Arquivo dos pesquisadores)

 

Depois da premiação, mais estudos estão a caminho para aprimorar o projeto e aproximar a tecnologia para a saúde: “a engenharia não é capaz de diagnosticar a doença Parkinson, mas sim indicar a presença e a intensidade dos tremores que podem indicá-la”, finaliza Andrade, um dos orientadores da pesquisa.

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