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25/05/2021 - 12:37 - Atualizado em 26/05/2021 - 14:04
Novo tratamento para toxoplasmose congênita é investigado por pesquisadores da UFU
Método, que tem como diferencial o uso de nanopartículas biogênicas de prata, é menos prejudicial que procedimentos utilizados atualmente
Por: 
Rodrigo Sousa

 

A toxoplasmose congênita é uma doença infecciosa, resultado da transferência transplacentária do Toxoplasma gondii da mãe para o embrião/feto durante a gestação. Pode também acontecer por reagudização (quando volta ao estado inicial) de uma mãe que já tenha sido infectada previamente.

 

 arquivo da pesquisadora)

Imagem de varredura de Toxoplasma gondii feita por microscopia eletrônica (foto: arquivo da pesquisadora)

 

O artigo “BIOGENIC SILVER NANOPARTICLES CAN CONTROL TOXOPLASMA GONDII INFECTION IN BOTH HUMAN TROPHOBLAST CELLS AND VILLOUS EXPLANTS” (“Nanopartículas biogênicas de prata podem controlar a infecção por Toxoplasma gondii em células de trofoblasto humano e explantes vilosos”, em tradução livre) investiga uma possibilidade de tratamento alternativo para toxoplasmose, uma vez que o tratamento atual pode ser tóxico aos pacientes.

Foi a professora Idessania Costa, bióloga e pós-graduada em Imunologia e Parasitologia Aplicadas, pela Universidade Federal de Uberlândia (INBIO/UFU), e atualmente docente e orientadora no Programa de Pós-Graduação em Patologia Experimental na Universidade Estadual de Londrina (UEL), que percebeu a possibilidade do estudo.

 

 arquivo pessoal)

Costa está na UEL desde 2012 (foto: arquivo pessoal)

Ao orientar uma aluna de mestrado que utilizou a nanopartícula biogência de prata, Costa percebeu que os resultados promovidos por esses nanomateriais foram promissores na redução do número de parasitos (Toxoplasma gondii em células HeLa).

A partir disso, a proposta foi averiguar se os mesmos efeitos seriam observados em células de origem trofoblástica humana e vilos placentários, para simular o que aconteceria na toxoplasmose congênita em um humano.

O artigo da professora foi resultado de seu pós-doutorado em Imunologia e Parasitologia Aplicadas, supervisionado pela professora Eloisa A. Vieira Ferro, que é lotada no Instituto de Ciências Biomédicas (ICBIM/UFU).

 

 arquivo pessoal)

Eloisa Ferro (esq.) e Idessania Costa (dir.) (foto: arquivo pessoal)

 

Para o estudo, foi realizada uma cultura de células de origem trofoblástica humana BeWo e HTR-8 e com o próprio vilo placentário. “Nós infectamos as células (que foram cultivadas em laboratório) e os explantes de vilos coriônicos provenientes de placenta com Toxoplasma gondii. Posteriormente, em condições adequadas de laboratório, tratamos este material com a nanopartícula biogênica de prata. Então, analisamos, a partir das várias metodologias que estão citadas no artigo, se o tratamento reduziu o número de parasitos e se promoveu produção de citocinas, que são proteínas relacionadas à resposta imunológica”, explica Costa.

A professora também afirma que, como a nanopartícula é produzida em laboratório, de forma biológica, a partir de um fungo, os efeitos danosos são menores do que os identificados em tratamentos atuais de toxoplasmose.

“Durante a gestação, é muito perigosa a infecção por Toxoplasma gondii, principalmente nos dois primeiros trimestres. Se houver contato do parasito com o embrião/feto e a gestante não for tratada, podem haver sequelas graves”, completa a bióloga. As sequelas para o embrião/feto podem variar de aborto até danos neurológicos ou olftamológicos.

Para o futuro, Costa afirma que mais investigações acerca desse modelo de tratamento são necessárias, pois os resultados da pesquisa indicam um possível tratamento alternativo para toxoplasmose com efeitos menos tóxicos a pacientes e embriões/fetos.A pesquisa foi publicada em parceria com diversos professores e discentes da UFU, professores da UEL e de outras instituições, além de ter sido financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Sobre a conclusão do estudo, a bióloga diz: “Entendemos a que a nanopartícula biogênica de prata é um composto promissor para o tratamento da toxoplasmose, uma vez que, nos estudos ele apresentou redução significativa no número de parasitos, tanto nos vilos de origem placentária quanto nas células trofoblásticas BeWo e HTR-8”.

 

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